Medida do presidente Javier Milei reforça alinhamento do país sul-americano com os Estados Unidos
Lucas Cheiddi
O presidente da Argentina, Javier Milei - 9/7/2026 | Foto: Divulgação/Governo ArgentinoMedidas de combate ao terrorismo internacional ganharam novo capítulo depois de a Argentina incluir o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) na lista de organizações terroristas. O anúncio, que reforça o alinhamento do país com os interesses dos Estados Unidos, ocorreu por parte do gabinete presidencial nesta terça-feira, 31.
O governo argentino justificou a decisão ao citar o apoio do CGRI ao grupo libanês Hezbollah, considerado responsável pelo ataque de 1994 ao centro judaico AMIA em Buenos Aires. A ação resultou em 85 mortos e centenas de feridos, episódio ainda lembrado como o mais letal da história do país.
Consequências práticas da decisão argentina
Guarda Revolucionária Islâmica do Irã é uma força militar poderosa | Foto: Reprodução/Wikimedia CommonsSegundo o comunicado oficial, a classificação permite que a Argentina aplique sanções financeiras e restrições operacionais ao grupo iraniano. O CGRI é uma unidade militar de elite encarregada de defender o regime xiita, além de atuar em grande parte da economia do Irã.
Estados Unidos e outros países já reconhecem tanto o CGRI quanto o Hezbollah como organizações terroristas. Recentemente, a Argentina também incluiu o Cartel Jalisco Nova Geração, do México, na mesma lista. Assim, fortalece a aproximação do governo de Javier Milei com Washington.
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