Investigação aponta que empresário atentou contra a própria vida na carceragem; laudos do IML são necessários para conclusão
Letícia Alves

Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, morto desde 6 de março deste ano | Foto: Reprodução/Redes sociais
A Polícia Federal (PF) ainda aguarda o envio de dois laudos do Instituto Médico Legal (IML) para finalizar o inquérito sobre a morte do empresário Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”. A investigação, que completa um mês nesta segunda-feira, 6, deve confirmar que o operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro atentou contra a própria vida.
O relatório final será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este mês. Até o momento, porém, os peritos finalizaram apenas três de cinco laudos previstos.
O primeiro analisou o local do crime e o segundo examinou as vestimentas do preso, onde não foram encontrados vestígios de drogas. Já o terceiro laudo focou no celular disponibilizado pelos agentes para contato familiar. Os registros mostram que Mourão ligou para a mãe e a irmã. Além delas, ele ligou terceira pessoa, mas a PF não a identificou.
As imagens das câmeras de segurança mostram o empresário sozinho na cela no momento do incidente. Os vídeos confirmam que os agentes de custódia realizaram o atendimento.
Agora, a PF aguarda os laudos toxicológico e necroscópico, de responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais. Os legistas solicitaram acesso às filmagens da carceragem para finalizar os documentos, mas isso depende de autorização do ministro André Mendonça, do STF.
Cronologia da prisão e atendimento médico de Sicário
A prisão de Mourão ocorreu às 6h do dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Na residência do empresário, os agentes apreenderam documentos, joias, relógios e uma pistola sem registro.
O empresário chegou à Superintendência da PF às 9h e passou por revista padrão, onde retirou cintos e cadarços. Depois de prestar depoimento ao meio-dia, Mourão retornou à cela, onde apresentou inquietação. A tentativa de suicídio ocorreu por volta das 15h20.
Os agentes perceberam a situação dez minutos depois e iniciaram manobras de reanimação. Em seguida, o Samu chegou ao local e encaminhou o empresário ao Hospital João XXIII. Ele, no entanto, não resistiu. A defesa confirmou a morte encefálica dois dias depois da internação.
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