Uma cena de cortar o coração foi encaminhada à nossa redação e expõe uma realidade cada vez mais visível em Juazeiro: o avanço da vulnerabilidade social e o abandono de pessoas em situação de rua.
As imagens mostram a situação alarmante na Praça Monsenhor Nestor, no bairro Santo Antônio. O local, que deveria ser um espaço de lazer e convivência, tem se transformado em abrigo improvisado para diversas pessoas que hoje vivem completamente desassistidas pelo poder público.
Moradores da região relatam que o problema só aumenta. Segundo eles, além da ocupação constante, a praça já apresenta condições insalubres. Pessoas estariam fazendo necessidades fisiológicas no local, deixando mau cheiro e impedindo que famílias utilizem o espaço. Há ainda relatos de situações constrangedoras, como atos íntimos ocorrendo em plena área pública.
A revolta da população cresce diante da sensação de abandono. A principal cobrança é direcionada à Secretaria de Ação Social e ao prefeito Andrei da Caixa, que, segundo os moradores, precisa agir com urgência.
“Não dá mais. As praças estão sendo tomadas e ninguém faz nada. A gente paga imposto e perde o direito de usar um espaço público”, desabafa um morador.
A crítica vai além da situação nas ruas. Para muitos, falta gestão e prioridade. Enquanto os problemas se acumulam, cresce a percepção de que a administração municipal está mais preocupada com redes sociais do que com soluções concretas.
A população cobra ações efetivas: acolhimento digno para pessoas em situação de rua, políticas públicas sérias e a recuperação dos espaços públicos da cidade.
Porque governar vai muito além de gravar vídeos. Governar é enfrentar problemas — e hoje, Juazeiro está gritando por respostas.
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