Governo autoriza ocupação de novas posições estratégicas na fronteira, depois de ofensiva contra o Hezbollah
Isabela Jordão
Soldados do exército israelense | Foto: Reprodução/FDIO ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou nesta terça-feira, 3, que as Forças de Defesa israelenses passarão a ocupar novas posições no sul do Líbano. A decisão ocorre um dia depois do início de uma ofensiva aérea contra o grupo terrorista xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Em nota, Katz informou que a medida foi autorizada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Autorizamos o Exército israelense a avançar e assumir o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, com o objetivo de impedir ataques contra as localidades israelenses na fronteira”, declarou.
Pouco antes, o Exército havia comunicado que militares já estavam posicionados em “vários pontos” do sul libanês. O porta-voz internacional das Forças de Defesa de Israel, tenente-coronel Nadav Shoshani, afirmou que a movimentação não configura uma operação terrestre ampla.

Israel Katz prometeu resguardar comunidades israelenses no Líbano | Foto: Reprodução/X
“Trata-se de uma medida tática para garantir a segurança do nosso povo”, disse, de acordo com a agência AFP. Segundo ele, os soldados foram deslocados para áreas adicionais na faixa de fronteira para proteger civis e evitar novos ataques do Hezbollah.
Confrontos de Israel com o Líbano recomeçaram diante de ataque do Hezbollah
Desde o cessar-fogo firmado em novembro de 2024, Israel mantém tropas em cinco pontos considerados estratégicos em território libanês. Uma autoridade do Líbano disse à Reuters que forças israelenses realizam incursões ao longo da fronteira. Testemunhas relataram que o Exército libanês deixou ao menos sete posições avançadas na região.
Hezbollah é um partido político xiita e um grupo armado com forte influência no Líbano | Foto: Reprodução/Youtube/Jornal da RecordO novo ciclo de confrontos teve início depois de o Hezbollah disparar mísseis contra o norte de Israel no último domingo, 1º, rompendo a trégua que vigorava desde outubro de 2024. Em resposta, Israel intensificou bombardeios no sul do Líbano e também na capital, Beirute, atingida na segunda-feira 2 e novamente nesta terça-feira.
Desde o último sábado, 28, o governo israelense convocou cerca de 100 mil reservistas, parte dos quais foi enviada para a fronteira norte. O governo libanês informou que retirou suas tropas de áreas no sul do país.
A escalada ocorre em meio ao agravamento do conflito regional. No sábado, Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva contra o Irã, que resultou, entre outras mortes, na do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Teerã reagiu com ataques a alvos no Golfo e contra o território israelense, ampliando o cenário de guerra no Oriente Médio.
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