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segunda-feira, 30 de março de 2026

Irã ataca avião de R$ 1,4 bi dos EUA

Ofensiva com mísseis e drones atinge unidade estratégica E-3 Sentry na base Príncipe Sultan e expõe fragilidade de ativos militares

Erich Mafra

O avião E-3 Sentry foi destruído pelo Irã | Foto: Reprodução/USAF

O arsenal do Irã atingiu um dos pilares da inteligência aérea dos Estados Unidos em solo estrangeiro. Imagens validadas pela agência AFP confirmam danos severos a um E-3 Sentry, aeronave de comando avaliada em R$ 1,4 bilhão, logo que uma chuva de drones e mísseis atingiu a base aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O deslocamento oficial da ofensiva resultou ainda em dois feridos em estado grave e avarias em aviões de reabastecimento estacionados no pátio militar.

A unidade atingida funciona como os olhos e ouvidos do Pentágono no Oriente Médio. O equipamento integra o Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado (Awacs), permitindo a vigilância de movimentações terrestres e marítimas a centenas de quilômetros. Capaz de carregar 20 especialistas e voar por mais de 9 mil quilômetros sem escalas, o modelo é uma peça veterana de conflitos no Afeganistão, Iraque e nos Bálcãs.

Escassez e custo de reposição

A avaria representa um gargalo logístico imediato para a Casa Branca. Atualmente, o itinerário operacional da Força Aérea americana conta com apenas 16 unidades do E-3 Sentry, uma queda drástica em relação às 30 existentes em décadas passadas. Antes da incursão iraniana, seis dessas raridades estavam concentradas justamente no posto saudita.

Com a conclusão da fabricação do modelo em 1992, a substituição torna-se uma fatura pública astronômica. O Departamento de Defesa projeta a transição para o moderno E-7 Wedgetail, porém o custo por exemplar ultrapassa a marca de R$ 3,6 bilhões. A perda ou retirada de serviço do E-3 danificado compromete a capacidade de resposta imediata em um cenário de alta tensão regional.

Revisão de estratégia na região

O episódio evidencia a sofisticação tática do regime do Irã ao combinar diferentes tecnologias para anular defesas aéreas. Autoridades citadas pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal avaliam que a eficácia da agressão deve forçar um rearranjo dos ativos militares distribuídos pelo Golfo Pérsico.

A vulnerabilidade de um centro de comando tão valioso diante de armas de menor custo operacional acendeu o alerta em Washington. Analistas apontam que o incidente deve acelerar a revisão sobre como aeronaves estratégicas são protegidas em bases aliadas, especialmente logo que o alcance do poder de fogo iraniano demonstra precisão contra alvos de alto valor agregado.

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