RADIO WEB JUAZEIRO : Guarda do Irã ameaça fechar ‘completamente’ o Estreito de Ormuz



segunda-feira, 23 de março de 2026

Guarda do Irã ameaça fechar ‘completamente’ o Estreito de Ormuz

Declaração eleva pressão sobre rotas marítimas e acirra crise no Oriente Médio

Luis Batistela

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do transporte global de petróleo | Foto: Jacques Descloitres/NASA

A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar ‘completamente’ o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos ataquem as usinas energéticas do país. As autoridades do regime já haviam restringido o tráfego no local no início do mês.

“O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas forem destruídas antes de serem reconstruídas”, informou a corporação neste domingo, 22.

A manifestação surge em resposta a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. O republicano afirmou que pretende atacar as usinas elétricas iranianas caso o país não libere o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, 23.

“Eles não têm absolutamente nenhuma defesa e querem um acordo”, disse Trump. “Eu não.”

O regime islâmico também anunciou que pretende destruir empresas com participação norte-americana na região. Ao mesmo tempo, classificou como “alvos legítimos” as instalações de energia situadas em países que abrigam bases militares dos EUA. Mais cedo, a Guarda Revolucionária informou que derrubou um caça F-15 que sobrevoava o país.

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do transporte global de petróleo. Ataques recentes e novas ameaças reduziram o fluxo de navios, o que levou produtores a limitar a extração diante da dificuldade de escoamento.

Terroristas atacam Israel e ampliam tensão no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana sem perspectiva de encerramento. Neste domingo, sirenes de alerta soaram em diversas regiões de Israel durante novos ataques iranianos.

No sul do país, cidades como Dimona e Arad registraram danos significativos. No norte, um ataque do grupo terrorista Hezbollah resultou na morte de um homem.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou Arad e avaliou que o impacto poderia ter sido mais grave. “Foi um milagre”, alegou. Ele também cobrou que a população siga as orientações de segurança e se dirija aos abrigos ao ouvir sirenes.

O premiê afirmou que Israel intensificará as ações contra o regime e disse que pretende atingir diretamente a liderança do país e suas estruturas estratégicas. “Vamos atrás da Guarda Revolucionária, essa quadrilha de criminosos”.

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