Documentos sigilosos ficam em espaço com monitoramento 24 horas no Senado
Loriane Comeli

Integrantes da CPMI do INSS se dirigem a sala-cofre que armazena documentos sigilosos - 12/03/2026 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), determinou que os documentos extraídos pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e entregues à comissão sejam armazenados em uma sala-cofre. Na tarde desta quinta-feira, 12, parlamentares receberam um comunicado com instruções para o uso do espaço, que tem monitoramento 24 horas.
Apenas deputados e senadores que integram o colegiado e um assessor de cada um deles terão acesso ao local. A partir desta sexta-feira, 13, os arquivos digitalizados poderão ser acessados por meio de sete computadores, das 9h às 21h.
O espaço no Senado também funcionará aos sábados, mas em horário reduzido, das 9h às 17h. Assim, assessores indicados pelos parlamentares poderão acessar o local aos finais de semana, enquanto seus chefes retornam a seus redutos eleitorais. Eles podem entrar sem acompanhamento, desde que sigam as normas de segurança.
Foi instalado um pórtico de detecção de metais para garantir que as pessoas não entrem com celulares nem com outros dispositivos eletrônicos com os quais os documentos possam ser fotografados.
“A entrada é permitida somente com papel e caneta. Dispositivos que forem levados, como celulares, serão colocados em envelope lacrado e retirados ao término do acesso à sala”, informa o comunicado de Viana.
Vorcaro está preso desde 4 de março; STF começa a julgar referendo de sua prisão nesta sexta-feira, 13 | Foto: Divulgação/SAPO presidente da CPMI ressalta ainda que todos devem seguir as normas, para evitar vazamentos de informações. “Todos devem passar por detector de metais, inclusive os parlamentares, sem exceção.”
Sala-cofre já foi usada antes por CPIs
A sala-cofre ainda não havia sido utilizada pela CPMI do INSS, que tem o término dos trabalhos previsto para o próximo dia 28. O espaço foi acionado em outras comissões, como a que investigou denúncias acerca da pandemia da covid-19 e a do 8 de janeiro. A sala guarda o conteúdo coletado por diversas comissões parlamentares de inquérito.
“A vigilância, a Secretaria de Polícia Legislativa e a Coordenação das CPIs estão orientadas e autorizadas a fazer cumprir esta norma, impedindo que parlamentares que se recusarem a passar pelo detector de metais ingressem na sala”, diz Viana no comunicado.
Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo
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