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terça-feira, 17 de março de 2026

Conta de luz deve subir 8% em 2026

Aumento supera inflação e reflete o peso dos encargos do setor elétrico

Fábio Bouéri

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A conta de energia elétrica no Brasil deve subir, em média, 8% em 2026, segundo projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O porcentual é quase o dobro da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, projetada em 4,1% no mais recente Boletim Focus do Banco Central do Brasil.

A estimativa foi apresentada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. Ele afirmou que o avanço das tarifas preocupa por superar os principais indicadores de inflação. O cenário ocorre em um momento de aumentos relevantes em diferentes distribuidoras.

Contas têm aumento em diversas praças

No início do ano, foi autorizado um reajuste médio superior a 24% para consumidores atendidos pela Roraima Energia. Em seguida, a agência aprovou aumentos de 8,6% para clientes da Light S.A. e de 15,6% para consumidores da Enel Rio.

Esses reajustes fazem parte do processo periódico de revisão tarifária aplicado às concessionárias de distribuição de energia. De acordo com a Aneel, o principal fator por trás da alta prevista é o crescimento dos encargos do setor elétrico, especialmente os ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado pelos próprios consumidores para custear subsídios e políticas públicas do sistema elétrico.

Segundo a agência, esses encargos têm crescido em ritmo superior ao da inflação e ao das tarifas de distribuição. Estimativas revelam que, entre 2011 e 2026, os encargos setoriais podem acumular alta próxima de 300%, enquanto a tarifa média de distribuição teria avanço de cerca de 158% no mesmo período.

A Aneel afirma que a estimativa para 2026 considera fatores como custos de energia, transmissão, encargos setoriais e ajustes financeiros aplicados nas revisões tarifárias. Ainda assim, o porcentual projetado pode sofrer alterações ao longo do ano, dependendo de condições hidrológicas, revisões de contratos e decisões tarifárias que envolvem as distribuidoras de energia.

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