RADIO WEB JUAZEIRO : Trump acusa Irã de matar 32 mil manifestantes e ameaça ação militar



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Trump acusa Irã de matar 32 mil manifestantes e ameaça ação militar

O presidente norte-americano destacou o envio de uma “grande frota” à região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35

Yasmin Alencar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

As recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxeram novas acusações contra o regime iraniano. Em seu pronunciamento na noite desta terça-feira, 24, Trump afirmou que o Irã matou pelo menos 32 mil manifestantes durante os protestos ocorridos nos últimos dois meses contra o governo dos aiatolás.

“Eles atiraram neles e os enforcaram”, disse Trump. “Nós os impedimos de enforcar muitos deles com ameaças de violência grave […], mas essas são pessoas terríveis.”

Ameaças e resposta militar de Trump

Além das críticas, o presidente norte-americano subiu o tom ao ressaltar que poderá realizar um ataque militar caso o Irã não aceite negociar um novo acordo nuclear considerado justo para todas as partes envolvidas. Ele destacou o envio de uma “grande frota” à região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

Autoridades do governo iraniano, por sua vez, rejeitaram a possibilidade de negociar sob ameaças dos Estados Unidos. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que só haverá diálogo “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado” e ressaltou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder rápida e vigorosamente a qualquer ofensiva contra o país.

Contexto dos protestos e escalada diplomática

A escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos começou depois de protestos antigovernamentais no início de janeiro, motivados pelo aumento da inflação, que levaram milhares de iranianos às ruas. Durante esses atos, houve repressão, bloqueio da internet, e, segundo entidades de direitos humanos, mais de 5 mil manifestantes foram mortos. Trump advertiu diversas vezes que responderia com força total caso houvesse repressão violenta, dizendo que o país estava “pronto e armado”.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo iraniano, afirmou que qualquer ofensiva militar dos Estados Unidos seria tratada como “início de uma guerra”. O pronunciamento de Trump ocorreu durante o tradicional discurso do Estado da União, realizado diante do Congresso norte-americano e transmitido em rede nacional, em um momento politicamente delicado para sua administração.

Resposta do Irã

O porta-voz do Irã, Esmaeil Baqaei, por meio da rede social X, classificou as declarações de Trump sobre o programa nuclear iraniano, mísseis balísticos e o número de mortos nos protestos de janeiro como “simplesmente a repetição de ‘grandes mentiras’”. Segundo Baqaei, “os mentirosos profissionais são bons em criar a ‘ilusão da verdade’”.

O governo iraniano nega a intenção de produzir bombas nucleares. Na terça-feira 24, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã “em hipótese alguma desenvolverá uma arma nuclear”.

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