
MPF de Minas move ação contra emissora por pronúncia considerada incorreta da palavra "recorde" | Reprodução / TV Globo
por Tiago Di Araújo
O Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a Globo por pronúncia considerada incorreta da palavra “recorde”. O procurador responsável, Cléber Eustáquio Neves, pede que a emissora pague uma multa de R$ 10 milhões, segundo informações da coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo.
A ação civil pública aponta que repórteres e apresentadores da Globo, incluindo César Tralli, vêm adotando pronúncia equivocada do termo. O procurador afirma que isso teria efeito direto na população, que passaria a reproduzir o erro de forma massiva.
“A palavra 'recorde' é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, explicou Cléber Eustáquio Neves à coluna.
Detalhes da ação
O procurador anexou vídeos de programas como Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural à petição inicial, destacando a pronúncia do apresentador César Tralli como exemplo. Segundo Neves, “a Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa”.
Na ação, o MPF-MG solicita que a palavra “recorde” seja corrigida em telejornais e programas esportivos. Também foi pedida uma liminar para que a correção seja implementada o quanto antes. Além disso, a multa de R$ 10 milhões é requerida por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”.
A coluna Outro Canal confirmou que a Globo foi notificada antes do Carnaval e ainda não apresentou defesa. O MPF não forneceu mais detalhes, e o procurador não respondeu aos contatos da reportagem. Em nota, a emissora declarou que “não comenta casos que ainda estão na Justiça”.
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