Fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social são alvo de comissão mista no Congresso Nacional
Loriane Comeli

Sessão da CPMI do INSS | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A CPMI do INSS toma o depoimento de duas pessoas nesta segunda-feira, 9. Devem ser ouvidos Paulo Camisotti, sócio e filho do empresário Maurício Camisotti, e o deputado estadual Edson de Araújo (PSB-MA). A sessão da CPMI começa às 16h.
Paulo Camisotti é proprietário da Rede Mais Saúde, apontada como beneficiária dos valores transferidos pela Associação de Moradia Beneficente de Cidadania (Ambec), entidade sob investigação. O pai de Paulo está preso, sob suspeita de participação direta no esquema de descontos indevidos.
Conforme o requerimento aprovado pela CPMI, o depoimento de Paulo Camisotti busca esclarecer a legalidade dos contratos, a possível atuação de agentes públicos para facilitar as operações e a identificação dos responsáveis pelos prejuízos aos segurados do INSS. O ministro Flávio Dino, do STF, concedeu a Camisotti o direito de permanecer em silêncio.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a decisão nas redes sociais: “Faço um registro claro e responsável: o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas”, afirmou no X.
Depoimento de deputado do PSB na CPMI do INSS
Já o deputado estadual do Maranhão Edson de Araújo, também investigado na CPMI do INSS, é presidente licenciado da Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão (Fecopema), outra entidade suspeita de envolvimento no esquema de fraudes no INSS. Ele também é acusado de ameaça pelo deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da CPMI.
Imagens de uma conversa entre Araújo e Duarte Jr., divulgadas pelo jornal O Globo, mostram quando Araújo chaman o membro da CPMI de “palhaço, irresponsável e incompetente”, além de afirmar: “Nós vamos nos encontrar”. Depois disso, confirmou que estava ameaçando Duarte Jr.
Sobre o episódio, o vice-presidente da CPMI disse: “Ele me enviou três ameaças claras. Foi uma reação ao discurso que eu fiz na CPI na segunda-feira. O nome do deputado aparece no relatório da PF. Ele recebeu R$ 5 milhões da CBPA”.
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