Município entrou em alerta máximo e registrou mais de 105 mm de chuva em 24 horas
Isabela Jordão

Rua alagada no bairro Venda Velha, em São João de Meriti (RJ) | Foto: Arquivo pessoal/Débora Xavier
Uma idosa de 85 anos morreu e ao menos 600 pessoas ficaram desalojadas depois das fortes chuvas que atingiram o município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, nesta segunda-feira, 23. A vítima, que tinha dificuldades de locomoção, morava na Rua Piauí, no Morro Santa Helena, região central da cidade.
Segundo a prefeitura, o muro da residência cedeu durante o temporal; sem conseguir sair do imóvel, ela morreu afogada. As informações são do portal g1.
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O município entrou no estágio 5, nível máximo de alerta. Sirenes foram acionadas nos bairros Venda Velha, Travessa Itacaré e Coelho da Rocha. De acordo com o Centro de Monitoramento e Operações da Defesa Civil, o maior volume de chuva em 24 horas foi registrado em Venda Velha, com 105,4 milímetros.

Chuva deixou carros submersos no bairro de Venda Velha | Foto: Débora Xavier/Arquivo pessoal
Outros acumulados:
Venda Velha: 105,4 mm
Coelho da Rocha: 4,8 mm
Jardim Metrópole: 5,8 mm
Agostinho Porto: 15,8 mm
Jardim Sumaré: 43,0 mm
São Mateus: 29,6 mm
Travessa Itacaré: 34,4 mm
Até o momento, a prefeitura contabiliza 124 desalojados e não há registro de desabrigados. O protocolo do Grupo de Ações Coordenadas foi acionado em regime de monitoramento permanente, e equipes da Secretaria Municipal de Resiliência Urbana, Proteção e Defesa Civil atuam em toda a cidade.
Apesar de a chuva ter cessado, há previsão de novas pancadas nas próximas horas.
Chuva deixa carros submersos e casas alagadas em São João de Meriti
No bairro Venda Velha, moradores relataram ruas e casas completamente alagadas. Na Rua Anastácio Corrêa, a moradora Débora Xavier registrou imagens de carros submersos e ônibus parados na via principal. “A gente tem uma cachoeira agora na Venda Velha. É muita água. Toda vez que chove é isso. A gente fica ilhado”, afirmou.
Acesso a um shopping em São João de Meriti | Foto: ReproduçãoOutra moradora, Tânia, precisou ser resgatada depois de a água invadir e alagar sua casa. Segundo a família, não é a primeira vez que perdem bens por causa das enchentes. “Perdi tudo. Não tem uma cadeira para sentar, o sofá foi submerso. A situação é caótica”, disse ao g1.
Ela relatou que a primeira grande enchente ocorreu em 25 de julho de 2025, algo inédito em mais de 50 anos morando no local.
Moradores de Venda Velha afirmam que a Rua Anastácio Corrêa passou a sofrer impactos com obras da empresa Prologis. A prefeitura informou que ingressou com Ação Civil Pública para obrigar a companhia a apresentar e executar uma solução definitiva para os impactos causados por sua instalação no município, especialmente nos arredores do bairro.
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