O anúncio oficial do início das celebrações foi feito por Maduro em 8 de setembro, durante o programa Con Maduro +, transmitido na emissora estatal VTV
Yasmin Alencar
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO governo da Venezuela iniciou as comemorações natalinas nesta terça-feira, 1º, depois de uma determinação do presidente Nicolás Maduro. Esta é a segunda vez consecutiva que a festividade é antecipada no país.
O anúncio oficial do início das celebrações foi feito por Maduro em 8 de setembro, durante o programa Con Maduro +, transmitido na emissora estatal VTV. O presidente justificou a medida ao destacar que, “como o nosso povo está constantemente em busca de felicidade, e para que as atividades econômica, comercial, cultural se unam e se fortaleçam, vamos aplicar a fórmula de outros anos, que fez muito bem para a economia, para a cultura, para a alegria, para a felicidade”. Ele afirmou ainda: “Ninguém nem nada neste mundo tirarão nosso direito à felicidade, à vida e à alegria.”
Tensões políticas e estratégias do governo da Venezuela
A antecipação do Natal ocorre em meio ao aumento das tensões entre o governo venezuelano e os Estados Unidos. No dia 5 de setembro, Maduro solicitou ao então presidente Donald Trump que cessasse as ameaças ao país, iniciadas em 20 de agosto, quando navios de guerra foram enviados ao Mar do Caribe, sob o argumento de combater cartéis de drogas.
Especialistas interpretam a antecipação das festas como uma tentativa de Maduro de desviar o foco da população dos desafios políticos e econômicos enfrentados atualmente. Em 2020, o presidente já havia antecipado o Natal para 15 de outubro, durante a pandemia de covid-19, e no ano seguinte, as festividades começaram em 4 de outubro, também por decisão presidencial.
Em 2024, as disputas políticas se intensificaram desde as eleições presidenciais, realizadas em 28 de julho. Maduro declarou-se reeleito apesar das denúncias de fraude eleitoral apresentadas pela oposição e reconhecidas por parte da comunidade internacional. A decisão de iniciar o Natal mais cedo foi tomada no mesmo dia em que o Ministério Público, sob comando do procurador-geral Tarek William Saab, aliado do presidente, emitiu ordem de prisão contra Edmundo González, principal adversário oposicionista.
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