RADIO WEB JUAZEIRO : Carlos critica políticos que prometem indulto a Bolsonaro em 2026



sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Carlos critica políticos que prometem indulto a Bolsonaro em 2026

Filho do ex-presidente repreende figuras da direita e chama de 'enganação' proposta de perdão judicial

Luis Batistela
A discussão sobre anistia voltou nesta semana | Foto: Reprodução/redes sociais

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta quinta-feira, 2, políticos que cogitam disputar a Presidência em 2026 com a promessa de conceder indulto a Jair Bolsonaro. Em mensagem publicada no X, o filho do ex-presidente afirmou que a proposta serve apenas para “enganar inocentes”.

Carlos disse que chegou a hora de expor “a destruição dos direitos no Brasil” e pediu uma “defesa real da democracia”. O vereador voltou a criticar a decisão que mantém Bolsonaro em prisão domiciliar. Segundo ele, a medida é “ilegal”, assim como as condenações impostas a outros envolvidos nos atos do 8 de janeiro.

O parlamentar lembrou o caso de Daniel Silveira. Em abril de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de suposta ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.

Dias depois, Bolsonaro, então presidente da República, concedeu indulto ao aliado. À época, ele afirmou que Silveira apenas havia exercido sua “liberdade de expressão”. Em maio de 2023, o STF derrubou o benefício. Para a Corte, houve “desvio de finalidade” porque Silveira era próximo do presidente.

Eduardo Bolsonaro volta a defender projeto da anistia

A discussão sobre anistia voltou nesta semana. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu novamente o projeto que perdoa todos os condenados pelos atos do 8 de janeiro, incluindo seu pai. Para ele, a proposta representa “a defesa tolerável da democracia”. O parlamentar afirmou ainda que “sem anistia não haverá eleição em 2026”.

O projeto de anistia avança no Congresso, mas enfrenta impasses. Em 17 de setembro, a Câmara aprovou regime de urgência. Foram 311 votos a favor, 163 contrários e sete abstenções. O relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), segue negociando mudanças no texto.

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