Plano da Casa Branca enfrenta resistência parcial de Israel e silêncio do grupo terrorista Hamas
Luis Batistela

O grupo terrorista Hamas afirmou que não recebeu nenhuma proposta nova | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta segunda-feira, 29, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. O encontro ocorre em meio à tentativa de selar um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e viabilizar a libertação de reféns israelenses.
“Temos uma chance real de grandeza no Oriente Médio”, escreveu Trump, neste domingo, 28, em suas redes sociais. “Todos estão a bordo para algo especial, pela primeira vez. Vamos realizar!!!”
Apesar do entusiasmo de Washington, Netanyahu afirmou que o plano ainda precisa de ajustes. “Estamos trabalhando nisso”, disse o premiê em entrevista à Fox News no domingo à tarde.
Fontes do governo israelense afirmam que o primeiro-ministro pretende apresentar ressalvas à proposta norte-americana. Três autoridades consultadas por veículos internacionais disseram que Israel quer modificar pontos sensíveis, mesmo depois de negociações prévias com os EUA.
Segundo uma das fontes, a maioria dos 21 itens do plano já foi alinhada com Netanyahu, “em detalhes”. No entanto, o líder israelense rejeita incluir a Autoridade Nacional Palestiniana nas tratativas e resiste à menção de um futuro Estado palestino.
“Netanyahu não aceitará o esboço como foi publicado inicialmente”, afirmou uma autoridade israelense. Outra fonte disse que ele deve tentar fazer novas alterações antes e depois da eventual formalização do documento pelos EUA.
Genro de Trump e Netanyahu se reuniram durante a semana
Antes da reunião desta segunda-feira, Netanyahu conversou com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro do presidente republicano. O encontro ocorreu na quinta-feira 25, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Dois dias antes, Trump havia apresentado a proposta aos países árabes presentes na ONU. A iniciativa prevê um cessar-fogo e um plano de reconstrução para Gaza, no pós-guerra.
O grupo terrorista Hamas afirmou que não recebeu nenhuma proposta nova. Em nota, declarou estar aberto a analisar qualquer sugestão apresentada pelos “irmãos mediadores”, desde que respeite os direitos nacionais dos palestinos.
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