RADIO WEB JUAZEIRO : Rueda, presidente do União Brasil, é investigado pela PF na Carbono Oculto



quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Rueda, presidente do União Brasil, é investigado pela PF na Carbono Oculto

A apuração envolve a suspeita de que o político seria proprietário oculto de jatos executivos, registrados em nome de terceiros e fundos de investimento.

Yasmin Alencar
Na foto, Antonio Rueda, presidente do União Brasil | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, está sob investigação da Polícia Federal no âmbito da operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC em setores como o financeiro e o de combustíveis. A apuração envolve a suspeita de que Rueda seria proprietário oculto de jatos executivos, registrados em nome de terceiros e fundos de investimento.

Essas aeronaves, operadas pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), estariam ligadas a outros investigados na operação, como Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de “Primo”, proprietário da refinaria Copape. A TAP já prestou serviços para políticos em exercício de mandato e é uma empresa consolidada no setor de aviação privada.
Relação entre empresários e fundos de investimento

Um dos aviões citados, o Cessna 560XL de matrícula PRLPG, está registrado em nome de uma empresa vinculada ao fundo Bariloche Participações S.A., sediado em São Paulo, no bairro Itaim Bibi. O Bariloche pertence aos empresários Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, ambos do setor de mineração, também proprietários do grupo Fource.

Os dois empresários foram alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em novembro do ano passado, durante a Operação Sisamnes, que investiga suposta venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles foram mencionados em mensagens no celular de Roberto Zampieri, advogado assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá.

O Bariloche Participações recebe investimentos do fundo Viena, administrado pela Genial, que também foi alvo da Carbono Oculto. O Viena possui as características de um “fundo caixa-preta”, frequentemente usado para ocultar patrimônio, segundo investigações divulgadas pelo Metrópoles.

Além do Cessna 560XL, as aeronaves sob suspeita incluem um Cessna 525A, um Raytheon R390 e um Gulfstream G200. O Cessna 560XL é o maior do grupo, com capacidade para até 12 pessoas e autonomia de 3,9 mil quilômetros, avaliado entre US$ 2,4 milhões e US$ 3,6 milhões.

Alcance da operação Carbono Oculto

De acordo com registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma das aeronaves, o Raytheon, tem entre seus proprietários um dirigente do Republicanos no Ceará. A operação Carbono Oculto foi lançada em agosto deste ano pelo Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Federal e Receita Federal, mirando cerca de mil postos de combustíveis, que movimentaram mais de R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024.

Segundo os investigadores, o PCC atuava em toda a cadeia do setor de combustíveis, desde a importação até a comercialização nos postos, utilizando fundos de investimento e fintechs para dar aparência legal a recursos provenientes de atividades ilícitas.

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