Governo Donald Trump estuda adotar medida porque comandante teria sido indicado ao posto por Alexandre de Moraes

Tomás Ribeiro Paiva, comandante do Exército brasileiro. - Foto: Sergio Lima / AFP
Militares de alta patente do Exército reagiram à possibilidade dos Estados Unidos revogarem o visto do comandante Tomás Ribeiro Paiva. Segundo informações da coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, o governo Donald Trump estuda a medida porque Paiva teria sido indicado ao posto por Alexandre de Moraes e garantiria respaldo da cúpula militar às decisões do ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).
O adido militar brasileiro em Washington, general Maurício Vieira Gama, e o representante do Brasil no US Southern Command, general Flávio Moreira Matias, consultaram militares americanos sobre o caso.
Durante as conversas, Gama e Matias ponderaram que problemas pontuais entre governantes dos dois países não deveriam ter o condão de afetar o histórico de cooperação no meio militar.
A possível perda do visto é avaliada por Washington no âmbito de um novo pacote de sanções, que inclui também integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Últimas sanções
Na segunda-feira, 22, o governo dos EUA aplicou uma série de sanções contra autoridades brasileiras. Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e a empresa LEX - Institutos de Estudos Jurídicos, da qual Viviane e os filhos são sócios, foram punidos com base na Lei Magnitsky.
Já o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias teve o visto revogado. Em nota, ele considerou a medida injusta.
Entre os sancionados com a revogação do visto estão ainda:
José Levi do Amaral, ex-procurador-geral da República e ex-secretário-geral de Moraes no TSE;
Benedito Gonçalves, ex-juiz eleitoral;
Airton Vieira, juiz auxiliar e assessor do STF;
Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral;
Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, assessor judicial e ex-auxiliar do ministro.
Existe uma expectativa do Palácio do Planalto de uma pausa nas sanções ou até mesmo a retirada de algumas delas, após o aceno feito por Donald Trump a Lula, na Assembleia Geral da ONU, nesta semana.
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