RADIO WEB JUAZEIRO : Preso por falso testemunho, presidente da Conafer paga fiança e é liberado



terça-feira, 30 de setembro de 2025

Preso por falso testemunho, presidente da Conafer paga fiança e é liberado

'Quem mente paga o preço', afirmou o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, depois de pedir a detenção de Carlos Roberto Ferreira Lopes

Lucas Cheiddi
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza oitiva do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) | Foto: Divulgação/Agência Senado

O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi solto, na madrugada desta terça-feira, 30, depois do pagamento de fiança.

Sua prisão ocorreu pouco antes, por falso testemunho, durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As autoridades não confirmaram o valor pago pela soltura.

A ocorrência representa a segunda prisão determinada pelo presidente do grupo parlamentar, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Na semana passada, ele solicitou a detenção de Rubens Oliveira, ex-diretor financeiro de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Suspeita de falso testemunho do presidente da Conafer
Fachada do edifício-sede do INSS | Foto: Reprodução/Redes sociais

O flagrante contra Ferreira Lopes se deu por suspeita de falso testemunho, depois de cinco solicitações de parlamentares durante os trabalhos da CPMI. Ele permaneceu detido até apresentar depoimento ao delegado plantonista da Polícia Legislativa do Senado.


“Afirmo diante do Brasil, o senhor está preso em nome dos aposentados, das viúvas e dos órfãos do nosso Brasil”, disse Carlos Viana, durante a sessão. “Quem rouba aposentado rouba do nosso país, dos brasileiros. E aqui quem mente paga o preço.”

Ferreira Lopes deverá responder por falso testemunho na Justiça Federal. Sua convocação como testemunha na CPMI durou nove horas, e, segundo informações, ele não recorreu a habeas corpus preventivo para evitar a prisão.

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