O ministro exige da Polícia Federal relatório da escolta do ex-presidente, com detalhes sobre transporte, agentes e motivo do atraso no retorno
Yasmin Alencar

Ministro Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal entregue, em até 24 horas, detalhes sobre a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante sua ida ao hospital no domingo 14. O magistrado pergunta por que Bolsonaro não retornou para casa de forma imediata depois de receber alta médica.Moraes exige detalhes sobre transporte e motivo do atraso no retorno
No despacho publicado nesta segunda-feira, 15, Moraes solicitou um “relatório circunstanciado sobre a escolta realizada”, detalhando qual veículo foi usado no transporte, quais agentes acompanharam Bolsonaro em seu quarto e a razão para o atraso no retorno para o domicílio depois do procedimento médico.
Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, havia recebido autorização do ministro para realizar cuidados dermatológicos no domingo. Essa foi a primeira saída do ex-presidente de sua casa desde a condenação pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por causa da suposta tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente chegou ao hospital às 8h sob forte proteção policial e só deixou a unidade às 13h50 para voltar para casa. Segundo o boletim médico divulgado depois da alta, Bolsonaro apresentou quadro de anemia, e a tomografia apontou imagem residual de pneumonia recente.
Acompanhamento da família e manifestações de apoiadores
No momento em que saiu do hospital, Bolsonaro foi acompanhado por dois filhos, os vereadores Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC). Antes de entrar no veículo, permaneceu cerca de cinco minutos em pé, enquanto apoiadores gritavam frases como “volta Bolsonaro” e “anistia já” e cantavam o Hino Nacional. O ex-presidente, com expressão séria, acenou para policiais, sem se dirigir ao público.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou a ordem de Moraes com ironia. “Imagine se houvesse perseguição.”
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