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terça-feira, 9 de setembro de 2025

INSS: Lupi diz que não pode ser responsabilizado por atos de terceiros

O ex-ministro da Previdência alegou que mantinha uma multiplicidade de tarefas, que iam além de áreas específicas como o instituto

Sarah Peres
O ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi durante a oitiva na CPMI do INSS | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em depoimento à CPMI do INSS na noite desta segunda-feira, 8, Carlos Lupi (PDT) disse que não pode ser responsabilizado por atos de terceiros na fraude bilionária identificada no instituto. A fala ocorreu depois de o ex-ministro da Previdência Social ter sido interpelado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

“Meu filho não pode responder pelos meus erros, e eu não posso responder pelos erros de quem eu amei”, argumentou Lupi, ao falar da fraude do INSS. “Cada um é responsável pelos seus atos.”

O ex-integrante do governo ainda citou a multiplicidade de tarefas sob sua alçada, que iam além de áreas específicas como o instituto, abrangendo aposentadorias, pensões, bolsas e apoio a crianças com deficiência: “Eu não tinha que tomar conta só do INSS e só da parte que representa o desconto associativo”.

Ele ilustrou a dimensão do trabalho com “milhões de processos por mês” que chegam à Presidência, exigindo discussão da “marca política do ministério” e dos objetivos de cada órgão.

Ao longo de todo o seu depoimento, Lupi insistiu diversas vezes em que o INSS é uma “autarquia autônoma e independente” e que não possuía ingerência sobre decisões normativas.

Encontro com investigados pela fraude do INSS

Também na sessão desta segunda-feira, Lupi foi indagado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre contatos pessoais com investigados pela fraude bilionária.

O ex-ministro disse não conhecer Maurício Camisotti e não se recordar do lobista Antônio Carlos Camilo, mais conhecido como “Careca do INSS”.

Quanto ao irmão do presidente Lula, conhecido como Frei Chico, Lupi afirmou já ter participado de reuniões em que ele estava presente, mas negou qualquer pedido pessoal: “Nunca lhe fez pedido de ninguém, ele estava na representação sindical.”

O ex-ministro também confirmou ter recebido “mais de cinco vezes” Milton Carvalho, presidente do Sinap e membro do PDT em São Paulo, além de encontros no partido após deixar o ministério.

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