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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

EUA acionam caças para barrar russos perto do Alasca

O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte confirmou o envio de pelo menos cinco aeronaves norte-americanas para identificar e interceptar jatos da Rússia

Yasmin Alencar
Um caça russo modelo Su-27 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Manobras aéreas entre forças russas e norte-americanas voltaram a gerar tensão próximo ao Alasca depois de quatro aviões militares da Rússia sobrevoarem a Zona de Identificação de Defesa Aérea da região, próxima à fronteira dos Estados Unidos com o Canadá. O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte confirmou o envio de pelo menos cinco caças norte-americanos para identificar e interceptar as aeronaves russas.

Entre os aviões russos estavam dois bombardeiros Tu-95 e dois caças Su-35, que sobrevoavam um espaço aéreo internacional, embora localizado junto à fronteira norte-americana. A resposta envolveu uma aeronave de controle E-3, quatro F-16 e quatro aviões-tanque KC-135, com o objetivo de realizar a identificação positiva dos jatos russos.

O contexto recente de incursões aéreas em países europeus motivou a ação rápida dos Estados Unidos diante da possibilidade de necessidade de resposta

Segundo o comunicado oficial, o sobrevoo militar russo não representou ameaça imediata e é considerado uma prática frequente. No entanto, o contexto recente de incursões aéreas em países europeus motivou a ação rápida dos Estados Unidos diante da possibilidade de necessidade de resposta.

No mesmo período, autoridades da Dinamarca investigavam drones de grande porte que, sem identificação, sobrevoaram áreas próximas ao Aeroporto de Copenhague, causando interrupções no tráfego aéreo na terça-feira 23 e nesta quarta-feira, 24. A polícia dinamarquesa atribuiu a operação dos drones a “um ator capaz”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que países da OTAN deveriam derrubar aeronaves russas que invadissem o espaço aéreo da aliança, mas evitou assumir compromisso direto, afirmando que a decisão cabe aos europeus. Polônia, Reino Unido e Alemanha, entre outros, adotaram postura cautelosa diante do risco de escalada do conflito.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que eventuais intervenções dependeriam da análise das informações disponíveis sobre a ameaça. Integrantes da aliança se reuniram durante a Assembleia-Geral da ONU depois de violações recentes do espaço aéreo de pelo menos três países membros, resultando em reuniões e ativação do artigo 4, que prevê consultas coletivas.

Resposta da OTAN e endurecimento do discurso

Depois das reuniões, a OTAN divulgou nota condenando as incursões russas e classificando-as como parte de “um padrão mais amplo de comportamento russo cada vez mais irresponsável”. O texto enfatiza: “A Rússia tem total responsabilidade por essas ações, que são escalonadas, arriscam erros de cálculo e colocam vidas em risco. Elas precisam parar”.


“A Rússia não deve ter dúvidas: a OTAN e os Aliados empregarão, em conformidade com o direito internacional, todas as ferramentas militares e não militares necessárias para nos defendermos e dissuadirmos todas as ameaças vindas de todas as direções”, alertou. “Continuaremos a responder da maneira, no momento e no domínio que escolhermos. Nosso compromisso com o Artigo 5 é inabalável. Os Aliados não serão dissuadidos por esses e outros atos irresponsáveis da Rússia de seus compromissos duradouros de apoiar a Ucrânia, cuja segurança contribui para a nossa, no exercício de seu direito inerente à autodefesa contra a guerra de agressão brutal e não provocada da Rússia”.

Mark Rutte relatou que, durante a semana anterior, pilotos da OTAN que acompanharam jatos russos no espaço aéreo da Estônia não identificaram perigo imediato. O secretário-geral explicou que a avaliação de ameaça leva em conta inteligência, interação, armamento dos invasores e risco para civis e infraestrutura. Segundo ele, “a OTAN está preparada para assustar a Rússia e evitar novas incursões e incidentes”.

Violações recentes e reações dos países envolvidos

Na última semana, autoridades da Estônia, integrante da OTAN, acusaram a Rússia de ter violado o espaço aéreo do país com três jatos militares, sem autorização, fato classificado pelo ministro das Relações Exteriores, Margus Tsahkna, como “descarado e sem precedentes”. Ele afirmou que foram quatro violações russas apenas neste ano.

Além da Estônia, a Romênia também comunicou infração do espaço aéreo nos últimos dias, assim como a Polônia. O Ministério da Defesa da Rússia declarou não haver planos de atacar alvos na Polônia e explicou que o alcance dos drones russos utilizados nos ataques não ultrapassa 700 km. “Apesar disso, estamos prontos para realizar consultas com o Ministério da Defesa da Polônia sobre este assunto”, informou a pasta.

Diante das violações por drones russos, a Polônia colocou suas forças em alerta máximo, acionando caças e aeronaves da OTAN para interceptar possíveis ameaças durante um novo ataque russo à Ucrânia.

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