Senador diz que nunca pediu parecer da PF sobre voto impresso e contesta declaração feita pelo magistrado no STF
Luis Batistela

Ao encerrar suas declarações, Amin reforçou que não integra movimentos favoráveis à reintrodução do voto impresso | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O senador Esperidião Amin (PP-SC) reagiu nesta terça-feira, 9, a uma citação feita pelo ministro Alexandre de Moraes durante julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Amin, o magistrado “faltou com a verdade” ao relacionar seu nome a um relatório da Polícia Federal (PF) sobre o voto impresso.
Durante a leitura do voto, Moraes afirmou que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, teria utilizado um parecer solicitado por Amin para levantar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Em resposta, o senador contestou a versão e declarou que nunca solicitou tal documento à PF. Amin explicou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encomendou o parecer citado por Moraes, a pedido do então presidente da Corte, Luiz Fux.
De acordo com o senador, sua única relação com o tema ocorreu quando conduziu uma sessão temática no Senado sobre segurança do sistema de votação eletrônica.
“Ele [Moraes] declarou explicitamente o seguinte: que não existe o relatório da Polícia Federal que fala sobre a necessidade do voto para fins de auditoria”, disse Amin em coletiva no Senado. “Não tenho aqui uma cópia para cada um de vocês, mas o documento é um relatório feito por 3 peritos criminais federais.”
Amin afirma que não defende retorno do voto impresso
Ao encerrar suas declarações, Amin reforçou que não integra movimentos favoráveis à reintrodução do voto impresso. Nesse sentido, destacou que seu posicionamento sempre esteve vinculado à transparência e à segurança do processo eleitoral.
“Moraes faltou com a verdade novamente, está subordinando a narrativa a um fato que o contraria”, argumentou o parlamentar. “Ele desqualificou um relatório feito por 3 peritos criminais federais a pedido do TSE. Só quero a verdade dos fatos. Não solicitei à Polícia Federal nenhum documento sobre voto impresso.”
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