Mãe de acusado pelo 8 de janeiro responsabiliza presidente da Câmara dos Deputados por mortes de investigados: 'Você é o culpado'
Fabio Boueri

Momento em que a pedagoga Tereza Vale aborda o deputado Hugo Motta em um dos anexos da Câmara | Foto: Reprodução/Twitter/X
A pedagoga Tereza Elvira Vale, mãe de um dos acusados dos atos de 8 de janeiro, abordou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). O episódio ocorreu nesta quarta-feira, 20, no anexo IV da Casa. Ela acusou o parlamentar de principalmente atrasar a votação do projeto de anistia.
“Quanto mais você adia [a votação do projeto da anistia], mais as pessoas morrem. Você é o culpado”, disse Tereza. Em seguida, seguranças que acompanhavam o deputado impediram a aproximação da manifestante.
Pedagoga repete cena que ocorreu em março
O filho da pedagoga, João Lucas Vale Giffoni, foi preso dentro do plenário do Senado Federal durante os protestos em 2023. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que ele integrava um grupo autodenominado “Patriotas”. O grupo, diz a PGR, pretendia realizar um golpe de Estado com decretação de “intervenção federal”.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação de Giffoni a 12 anos e seis meses de reclusão. Além disso, estipulou um ano e seis meses de detenção e cem dias-multa. Cada dia equivale a um terço do salário mínimo.
Segundo Tereza, seu filho estava rezando no momento em que o prenderam durante a invasão das sedes dos Três Poderes. Atualmente em fuga, segundo a Justiça, a mãe se refere ao filho como um “exilado político”.
Esta é a segunda vez que a pedagoga aborda o presidente da Câmara. Em março deste ano, durante o 2º Encontro Nacional Mulheres Republicanos, em Brasília, Tereza se apresentou com uma Bíblia, um terço e uma foto do filho. Na ocasião, ela cobrou Motta para que colocasse em votação a proposta de anistia aos investigados e condenados.
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