Presidente brasileiro defendeu acordo Mercosul-União Europeia e também falou sobre a COP30
Letícia Alves

Lula e Macron | Foto: Divulgação/Palácio do Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou, por telefone, nesta quarta-feira, 20, por quase uma hora com o presidente da França, Emmanuel Macron. De acordo com o governo federal, Lula repudiou as tarifas dos Estados Unidos e reforçou a intenção de concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia.
“O presidente Lula repudiou o uso político de tarifas comerciais contra o Brasil e relatou as medidas que seu governo adotou para proteger os trabalhadores e as empresas brasileiras”, diz nota oficial do governo. “Também informou o presidente Macron do recurso que o Brasil apresentou à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as injustificadas tarifas norte-americanas.”
Na ligação, Lula também mencionou a investigação aberta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil. O processo ocorre no âmbito da chamada seção 301 da Lei de Comércio de 1974. “Mesmo sem reconhecer a legitimidade de instrumentos unilaterais usados pelos Estados Unidos, como a Seção 301, o presidente Lula comentou sobre os esclarecimentos apresentados por seu governo”, diz ainda a nota.
Lula já havia anunciado a intenção de ligar para líderes mundiais diante das retaliações norte-americanas. Nos últimos dias, conversou com Narendra Modi, da Índia; Xi Jinping, da China; e Vladimir Putin, da Rússia, com quem falou duas vezes. As conversas trataram das relações comerciais desses países com o Brasil.
Lula e Macron discutem acordo Mercosul-União Europeia
Segundo o comunicado, Lula e Macron se comprometeram a finalizar o diálogo sobre o acordo Mercosul-União Europeia ainda neste semestre, durante a presidência brasileira do bloco. O petista já havia cobrado publicamente da França avanços nas negociações, chegando a pedir que Macron “abrisse o coração”.
Lula afirmou que o Brasil seguirá trabalhando para concluir novos acordos comerciais e ampliar mercados para a produção nacional. Ele destacou a conclusão do Acordo Mercosul-EFTA e disse priorizar negociações com Japão, Vietnã e Indonésia.
Os dois líderes também falaram sobre a COP30. Macron apoiou a manutenção da cúpula em Belém, apesar de pressões de outros países pela troca do local devido à infraestrutura da cidade.
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