Vildete Guardia e Iraci Nagoshi estavam em prisão domiciliar; ministro do STF alegou supostos descumprimentos de medidas cautelares
Cristyan Costa

À esquerda, a dona de casa Vildete Guardia, de 74 anos, e à direita a professora aposentada Iraci Nagoshi, de 71 anos | Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu a prisão em regime fechado da dona de casa Vildete Guardia, de 74 anos, e da professora aposentada Iraci Nagoshi, de 71 anos.
Ambas foram condenadas a 11 e 14 anos de cadeia pelo 8 de janeiro, respectivamente.
Nos mandados de prisão, Moraes afirmou que houve descumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Contudo, o advogado Jaysson França, que atua nos dois processos, explicou que as violações ocorreram por problemas técnicos previamente informados à Justiça.
Iraci Nagoshi e Vildete Guardia têm quadro de saúde delicado

O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF – 13/3/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
De acordo com atestados médicos, as idosas têm quadro de saúde delicado.
Vildete, por exemplo, luta contra uma trombose. Recentemente, a mulher foi acometida por problemas neurológicos. Antes de obter prisão domiciliar, a dona de casa precisou de uma cadeira de rodas para se locomover no cárcere. Desde a segunda-feira 14, ela se encontra no Presídio Feminino de Santana (SP).
Já Iraci aguarda a chegada de agentes da Polícia Federal. Assim como Vildete, ela tem comorbidades. Conforme documentos, Iraci padece de depressão, distúrbio renal, diabetes e trombose.
Além disso, recentemente, Iraci caiu e sofreu uma fratura no braço direito. A professora aposentada se recupera ainda de uma cirurgia no fêmur.
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