Parlamentares enxergam tentativa de silenciamento político no avanço das medidas judiciais
Luis Batistela

As medidas foram autorizadas pelo STF com base em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
Parlamentares da oposição reagiram com indignação às medidas impostas pela Polícia Federal a Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento noturno e a proibição de uso das redes sociais ao ex-presidente.
Segundo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, não há elementos que justifiquem a decisão. Ele argumenta que as medidas configuram uma “tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões” de pessoas.
“Colocaram tornozeleira em Bolsonaro”, disse o parlamentar. “Mas não há crime, não há relatos, não há prova. Só há um ‘delito’: enfrentar o sistema.”
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se manifestou. Por meio de suas redes sociais, ela associou as restrições a uma escalada autoritária do governo federal.
“Ontem um pronunciamento de Lula mostrando que ele não irá retroceder em seu plano de tornar o país um pária internacional”, destacou Zanatta. “Hoje ‘coincidentemente’ mais uma demonstração de força contra o líder de oposição.”
Já Carlos Jordy (PL-RJ) apontou motivação política por trás das medidas do STF: “Um dia após a publicação da carta de Trump, eis que dobram a aposta”.
Bolsonaro é alvo de nova investigação por supostos crimes contra o Estado
O delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), por fim, classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes como “criminosa e absurda”. Segundo ele, o “sistema continua sua perseguição contra o maior líder da direita no hemisfério sul e tudo isso tem que acabar!”
O STF autorizou as medidas com base em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Bolsonaro é investigado por suposta obstrução da Justiça, coação no curso do processo e ameaça à soberania nacional.
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