Guilherme Kilter protocolou um projeto de lei para declarar o ministro do STF 'persona non grata' na capital paranaense e cassar o título de Cidadão Honorário de Curitiba
Uiliam Grizafis-
Gilmar Mendes afirmou que está orgulhoso do processo de ‘desmanche da Lava Jato’ | Foto: Valter Campanato/Agência BrasilO vereador curitibano Guilherme Kilter (Novo) lançou, nesta segunda-feira, 14, um abaixo-assinado contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo do parlamentar é declarar o magistrado “persona non grata” na capital paranaense. Além disso, o político quer cassar o título de Cidadão Honorário de Curitiba, concedido ao juiz em 2002.
Kilter tomou a decisão depois de Gilmar Mendes afirmar que está orgulhoso do processo de “desmanche da Lava Jato”. O ministro classificou a operação como uma “organização criminosa”. O magistrado deu essa declaração no último sábado, 12, durante o evento Brazil Conference, realizado nos Estados Unidos.
Guilherme Kilter durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba | Foto: Rodrigo Fonseca/CMCDe acordo com Kilter, as declarações do magistrado foram ofensivas às instituições locais da cidade. Por esse motivo, ele protocolou um projeto de lei, no último sábado, 12, cujo objetivo é retirar a honraria do ministro.
O vereador do Novo justificou a medida ao afirmar que Gilmar:falou que Curitiba tem o “germe do fascismo”;
disse que Curitiba é “mal-afamada” pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR);
chamou a Lava Jato de “organização criminosa”;
anulou todas as condenações de José Dirceu;
soltou a mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral;
blindou o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) de uma investigação por desvio de dinheiro; e
votou pela anulação da condenação de Marcelo Odebrecht e pelo fim da prisão em 2ª instância.
Enquanto a Lava Jato, segundo Kilter:recuperou R$ 25 bilhões desviados;
prendeu 558 corruptos; e
colocou fim à impunidade de Lula, Dirceu, Marcelo Odebrecht, Eduardo Cunha e Cabral.
As críticas de Gilmar Mendes à Lava Jato
Essa não foi a primeira declaração de Gilmar contra a Lava Jato. Em maio do ano passado, o magistrado afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, que “Curitiba gerou Bolsonaro e o fascismo”. As palavras foram interpretadas como um ataque à cidade e seus esforços anticorrupção.
Kilter afirma que, embora Gilmar tenha direito à livre expressão, as críticas sistemáticas mancham a reputação de Curitiba. De acordo com o vereador, “manter o título honorário seria incompatível com a homenagem, que deve honrar contribuições positivas à cidade”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.