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sexta-feira, 11 de abril de 2025

8 de janeiro: defesa solicita ao STF prisão domiciliar para idosa com depressão

Advogado Luiz Felipe Cunha afirma que Adalgiza Maria Dourado não tem tratamento humanitário no presídio

Uiliam Grizafis
Adalgiza Maria Dourado, presa em razão do 8 de janeiro, sofre de depressão dentro do presídio | Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado Luiz Felipe Cunha, que defende Adalgiza Maria Dourado, presa por participação no 8 de janeiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão domiciliar para a idosa de 65 anos.

Cunha afirma que o Presídio Feminino do Distrito Federal, conhecido como Colmeia, “não tem condições de dar tratamento adequado e humanitário para as comorbidades que Adalgiza apresenta”.

Conforme noticiou Oeste, Cunha levou o caso da idosa à Organização dos Estados Americanos (OEA) para denunciar a violação de direitos humanos.

Presa pelo 8 de janeiro não consegue se alimentar corretamente

O advogado constatou que Adalgiza não consegue se alimentar corretamente, em razão da má qualidade da comida que é oferecida no presídio.

Além disso, a defesa da idosa denuncia a “falta de atendimento médico, psicológico e psiquiátrico na Colmeia”. De acordo com Cunha, Adalgiza chora diariamente no presídio. Oeste teve acesso aos relatórios médicos que informam que a idosa tem depressão profunda, pensamentos suicidas, crises de ansiedade e comorbidades.

Os médicos chegaram a pedir para os agentes penitenciários não deixarem Adalgiza sozinha dentro da cela, em razão dos pensamentos suicidas.
Atendimentos médicos negados

De acordo com Cunha, os atendimentos médicos e psicológicos são solicitados desde dezembro de 2024. “Nenhum deles foi realizado”, disse.

A situação de Adalgiza Maria Dourado piorou quando descobriu que a Justiça a condenou a 14 anos de prisão | Foto: Reprodução/Redes sociais

Além disso, a defesa de Adalgiza afirma que os médicos têm prescrito “medicamentos fortes” para a idosa. Segundo Cunha, isso tem elevado o quadro de depressão, “bem como seu pensamento de suicidio”.

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