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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Sob pressão do governo, Petrobras quer acelerar exploração na Amazônia

Estatal usa reposição de reserva de petróleo como justificativa para perfuração no litoral do Amapá, apesar dos riscos ambientais

Redação Oeste
O ministro Alexandre Silveira e o presidente Lula da Silva: pressa por novas obras da Petrobras | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em mais um episódio de pressão pela licença para a Petrobras perfurar um poço exploratório no litoral do Amapá, a presidente da empresa, Magda Chambriard, defendeu nesta segunda-feira,17, a capacidade de realizar o projeto sem danos ambientais. “Sendo possível a licença, teremos no Amapá o melhor aparato de resposta a emergências já visto no mundo”.

Magda voltou a defender principalmente que a necessidade de reposição de reservas de petróleo no país “é urgente e isso só vai ser possível se começarmos a explorar novas fronteiras”. A estatal alega que a produção do pré-sal começa a cair a partir do início da próxima década. Por isso, precisa de mais reservas.

Pressão de Lula: “lenga-lenga”

O tema ganhou força no governo nos últimos dias, principalmente depois da recente visita do presidente Lula da Silva ao Amapá. No Norte do país, o petista chamou de “lenga lenga” a demora na avaliação da licença do bloco 59 da Bacia Foz do Amazonas.

Nesta segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil “precisa virar a chave” sobre a margem equatorial. “A Petrobras já entregou todos os documentos necessários ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis] e chegou a hora de virar essa chave”.

Em evento da estatal em Angra dos Reis (RJ), Silveira afirmou: “A questão do petróleo não é questão de oferta, é questão de demanda. Assim, enquanto o mundo demandar, a Petrobras vai poder ofertar, sim, petróleo, gás, biocombustível e tudo aquilo que essa empresa produz”.

Sem apresentar dados, o ministro Silveira disse que as reservas na região são “talvez maiores do que o pré-sal”. Ele acrescentou que países vizinhos ao Brasil têm experimentado forte crescimento econômico com a sua produção.

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