RADIO WEB JUAZEIRO : Fernanda Torres pede perdão por blackface na Globo



quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Fernanda Torres pede perdão por blackface na Globo

Performance controversa da artista aconteceu no Fantástico, atual ícone da cultura woke na televisão

TV Pop-
Fernanda Torres se caracterizou como negra em quadro do Fantástico | Foto: Reprodução/TV Globo

Fernanda Torres se tornou alvo de uma polêmica que tem circulado na imprensa norte-americana nas últimas horas. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Ainda Estou Aqui (2024), a atriz pediu perdão por ter feito blackface em um quadro do Fantástico, há 17 anos.

Ela comentou a importância desse tipo de conteúdo não ser mais aceito nos dias atuais, mas destacou que essa discussão não era tão forte e disseminada na época em que a atração foi ar. Em entrevista ao portal Deadline, um dos tabloides mais conhecidos dos Estados Unidos, a artista pediu desculpa por sua performance.

“Há quase 20 anos, eu aparecia em blackface em uma esquete de um programa de TV brasileiro. Eu sinto muito por isso. Estou fazendo esse comunicado, pois creio ser importante tocar nesse assunto e evitar mais dor ou confusão”, iniciou Fernanda Torres.

“Na época, apesar dos esforços dos movimentos negros, a consciência sobre a história do racismo e o simbolismo do blackface ainda não eram tão conhecidos”, afirmou a artista.
Fernanda Torres foi indicada ao Oscar por Ainda Estou Aqui | Foto: Divulgação

Fernanda Torres diz que seu comportamento foi ‘inaceitável’

“Graças a um melhor entendimento cultural e feitos importantes, mas ainda insuficientes, de avanço nesse século, é claro hoje que em nosso país e em todo o mundo que o blackface é inaceitável”, continuou a contratada da Globo.

Por fim, Fernanda Torres afirmou que é importante combater o racismo em todas as suas esferas. “Essa é uma conversa importante que precisamos continuar tendo para prevenir a normalização de práticas racistas. Enquanto uma artista e cidadã global, e de coração aberto, me mantenho atenta e comprometida com a busca por mudanças vitais para que possamos viver em um mundo livre de desigualdades e racismo”, concluiu.

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