Cessar-fogo é discutido para que o grupo terrorista solte mais de cem pessoas mantidas em cárcere na Faixa de Gaza
Redação Oeste
Uma bandeira israelense tremula, enquanto manifestantes se reúnem do lado de fora do Ministério da Defesa, para mostrar apoio aos reféns que foram sequestrados durante o ataque de 7 de outubro - 2/9/2024 | Florion Goga/ReutersO primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversaram neste domingo, 12, sobre um cessar-fogo e libertação de reféns na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Trata-se de sinal da intensificação do esforço para chegar a um acordo antes da posse de Donald Trump na próxima semana.
As negociações mediadas no ano passado pelos EUA, pelo Egito e pelo Catar foram paralisadas. O recuo ocorreu em momentos em que um acordo parecia próximo de um desfecho.
Ainda assim, nos últimos dias, autoridades dos norte-americanas expressaram esperança de fechar um acordo. Estima-se que mais de cem pessoas ainda estejam sob poder do Hamas. Em 7 de outubro de 2023, membros do grupo terroristas invadiram o sul de Israel para estuprar, sequestrar e assassinar civis israelenses. Mais de 1,2 mil pessoas foram mortas.
A conversa deste domingo entre Biden e Netanyahu ocorreu enquanto o chefe da agência de inteligência estrangeira Mossad de Israel, David Barnea, e o principal conselheiro de Biden para o Oriente Médio, Brett McGurk, estavam na capital do Catar, Doha
A presença de Barnea, confirmada pelo gabinete de Netanyahu, significava que autoridades israelenses de alto escalão, que precisariam assinar qualquer acordo, agora estão envolvidas em negociações.
Enquanto Biden e Netanyahu tentam libertar reféns, Brasil investiga soldado israelense
Yuval Vagdani deixou o Brasil depois de ser alvo da Justiça | Foto: Reprodução/Redes sociaisEnquanto há conversas entre Biden e Netanyahu e avançam as negociações por um cessar-fogo com o grupo terrorista, que deverá libertar reféns, o Brasil decidiu investigar um soldado israelense que passava férias no país. Yuval Vagdani passou a ser alvo de um inquérito, conforme determinou a juíza Raquel Soares Chiarelli, por, supostamente, ter cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza, território que é controlado pelo Hamas desde 2007.
A decisão de se investigar o soldado israelense é só “mais um estrago na imagem internacional do Brasil”, informa o jornalista Eugenio Goussinsky. Os desdobramentos do caso contra Vagdani — que já deixou o país — estão na reportagem “O ‘crime’ de ser israelense”, que integra a Edição 251 da Revista Oeste.
Revista Oeste, com informações da Agência Estado e da Associated Press
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