Indígena havia fugido para a Argentina em busca de asilo político
Cristyan Costa
O cacique José Acácio Serere Xavante | Foto: Reprodução/Redes SociaisA polícia argentina prendeu, neste domingo, 22, o cacique Serere Xavante, na aduana de Puerto Iguaçu.
O indígena vinha de Foz do Iguaçu, no Paraná, quando foi abordado pelas autoridades locais.
No ato, os agentes constataram que ele estava sem documentos e resolveram puxar a ficha. Há pouco tempo, Serere teve a prisão decretada novamente pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude de suposto descumprimento de medidas restritivas. Dessa forma, o entregaram à Polícia Federal (PF).
Serere, agora, aguarda a audiência de custódia na PF, que ocorrerá amanhã.
Cacique Serere na Argentina
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante uma sessão plenária – 27/11/2024 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão ConteúdoSerere chegou ao país vizinho em julho deste ano, em busca de asilo político, visto que é investigado em inquéritos do STF.
O tribunal fechou o cerco no entorno do indígena em 12 de dezembro, quando o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão, por supostamente estimular “atos antidemocráticos”. À época, o indígena se manifestou em Brasília contra a posse do então presidente eleito Lula.
Serere ficou nove meses na cadeia e, posteriormente à soltura, passou a usar tornozeleira eletrônica. Ao sair da Papuda, mudou-se para Aragarças, em Goiás.
Por causa das restrições, tinha dificuldades para arrumar trabalho e sustentar a família, que, além da esposa, inclui seis filhos. Somado a essas barreiras, Serere desenvolveu problemas de saúde, entre eles, diabetes tipo 2.
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