A publicidade divulgada nas redes da Força intercala cenas de atividades militares com sequências de civis em momentos de lazer
Redação Oeste
Gleisi Hoffmann, que criticou o vídeo da Marinha, é presidente nacional do PT | Foto: Divulgação/PTA deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, classificou a peça publicitária em vídeo, que a Marinha questiona se há privilégios na Força, como “grave erro”. O comentário da petista ocorreu na última segunda-feira, 2.
A publicidade divulgada nas redes sociais da Marinha no último domingo, 1º, intercala cenas de atividades militares com sequências de pessoas em momentos de lazer. “Privilégios? Vem para a Marinha!”, diz uma militar ao fim do vídeo.
A peça exibe um texto pelo Dia do Marinheiro, celebrado em 13 de dezembro. A divulgação do material coincide com as discussões no governo federal sobre o ajuste dos gastos e das contas públicas.
“Ninguém duvida que o serviço militar exige esforço e sacrifícios pessoais, especialmente da tropa que se arrisca nos treinamentos e faz o serviço pesado”, disse a Petista. “Isso não faz dos militares cidadãos mais merecedores de respeito do que a população civil, que trabalha duro.”
A repercussão do vídeo no Palácio do Planalto
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de posse da Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, no Palácio do Planalto | Foto: Ricardo Stuckert/PRO vídeo publicado pela Marinha também mostra um fuzileiro naval parecido com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Vocês terão que se acostumar com uma vida de sacrifícios”, diz a voz de um capitão.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a peça publicitária da Marinha foi alvo de críticas no Palácio do Planalto. Além de ser interpretado como um recado à equipe econômica, o tom do vídeo foi considerado um “desastre” e um “tiro no pé”. Para evitar a escalada do mal-estar no governo, houve uma orientação para evitar comentários públicos sobre o caso.
Nesta terça-feira, 3, depois de um recuo da gestão federal, a proposta de emenda à Constituição (PEC) encaminhado ao Congresso Nacional para combater os chamados “supersalários” deixou de fora quaisquer alterações no regime de previdência dos militares.
Ainda conforme o Estadão, apesar da repercussão negativa que o vídeo teve, a ordem no Planalto foi para que ninguém esticasse a polêmica e nem fizesse comentários públicos sobre o caso.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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