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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Brasil vai testar medicamento oral contra a dengue

Regiões Sul, Sudeste e Norte recebem segunda fase de testes para avaliar níveis de segurança e eficácia em pacientes

Redação Oeste
Aedes aegypti, o mosquito da dengue: testes para encontrar medicamento que ajude a conter avanço da doença, cujo número de vítimas fatais supera as estatísticas em relação à covid-19 | Foto: Ministério da Saúde/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o início da segunda fase de pesquisas em humanos para avaliar a eficácia de um medicamento oral contra a dengue.

Conforme o Ministério da Saúde, o ensaio clínico vai envolver 38 pacientes brasileiros. A operação consiste, principalmente, em um investimento de US$ 700 mil (perto de R$ 4 milhões) da farmacêutica suíça Novartis.

A conclusão da fase deve ocorrer em novembro de 2026. A autorização para os testes partiu da própria Anvisa.

Conforme posição da fabricante multinacional, o país poderá ter o medicamento disponível. “Caso o fármaco se mostre seguro e eficaz contra a doença, a intenção é registrá-lo e disponibilizá-lo no Brasil”.

Para comprovar a segurança do medicamento, uma parte dos voluntários vai receber uma versão placebo. A outra, a substância em fase de testes (ainda chamada tecnicamente de EYU688).

Os participantes, de cidades como Brasília (DF) e Sorocaba (SP), e os pesquisadores não saberão quem está em cada grupo.
Dengue aumenta no calor e na chuva

Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é endêmica e sazonal no Brasil. Ou seja, ocorre todos os anos e aumenta nos meses quentes e chuvosos.

Neste ano, a doença causou 5.674 mortes. Mais de 6 milhões de pessoas manifestaram suspeita de infecção no país, conforme monitoramento da Saúde.Anvisa: agência aprovou o início da segunda fase de pesquisas em humanos para avaliar a eficácia de um medicamento oral contra a dengue | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em nota, a Anvisa afirmou que, depois da conclusão da etapa de pesquisa, o medicamento ainda precisará ser registrado e aprovado pela agência. A inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) depende de validação por parte da Comissão de Incorporação de Tecnologias.

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