Corte do país confirmou vitória do ditador Nicolás Maduro na eleição presidencial
Redação Oeste

Presidente do Chile disse que Venezuela não vive ditadura de esquerda | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente do Chile, Gabriel Boric, criticou a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela que validou a vitória do ditador Nicolás Maduro nas eleições presidenciais nesta quinta-feira, 22.
“Hoje o TSJ da Venezuela termina de consolidar a fraude”, escreveu Boric no Twitter/X. “O regime de Maduro obviamente acolhe com entusiasmo a sua sentença, que será marcada pela infâmia.”
“Não há dúvida de que estamos perante uma ditadura que falsifica eleições, reprime quem pensa diferente e é indiferente ao maior exílio do mundo só comparável a esse de ‘produto sírio de uma guerra'”, acrescentou o presidente.
Boric afirmou que o governo de Maduro falsifica eleições, reprime opositores e é indiferente ao êxodo massivo de venezuelanos, comparável apenas ao êxodo sírio durante a guerra.
“Vi nos olhos de milhares de venezuelanos que exigem democracia em sua pátria e que hoje recebem uma nova batida de porta”, afirmou. “O Chile não reconhece este falso triunfo autoproclamado de Maduro e companhia.”
Boric diz que Venezuela não vive ditadura de esquerda
Para Boric, porém, a ditadura de Maduro não é de esquerda. “Uma esquerda continental profundamente democrática que respeite os direitos humanos independentemente da cor da pessoa que os viola é possível e necessária”, escreveu.
“Um progressismo transformador que melhora as condições de vida do seu povo através da construção da comunidade em vez do individualismo, sobre a polarização”, adicionou. “Caminhamos até lá no Chile.”
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