Inerte diante da fraude eleitoral, governo deveria atuar por transição para a democracia
Redação Oeste

Governo Lula se prostra diante de fraude eleitoral na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter
A “camaradagem” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT) com o ditador venezuelano Nicolás Maduro produziu mais um vexame para o Brasil. É o que destaca o jornal Folha de S.Paulo, em seu editorial desta sexta-feira, 9.
A publicação destaca que o Planalto, o Itamaraty e o assessor presidencial Celso Amorim se prostraram diante da fraude eleitoral cometida pelo regime chavista e da repressão implacável a opositores.
Depois de quase duas semanas do pleito, Caracas foi incapaz de publicar as atas de urna que demonstrariam a declarada reeleição do ditador. “Trata-se de prova impossível em ambiente democrático regular, mas uma ditadura como a venezuelana costuma fabricar realidades alternativas”, diz a Folha.
Lula adula “ditador de estimação”
Maduro controla todo o aparato burocrático, inclusive a cúpula do Judiciário e o comitê eleitoral do país. Para a publicação, o fato de ele ainda assim ter dificuldade de forjar documentos a seu favor evidencia a “surra” que seu regime levou nas urnas da oposição.
“Lula, Amorim e o PT ficaram de mãos atadas porque nunca deixaram de adular ditadores de estimação”, diz a Folha. “Barbaridades em países vizinhos ganham dos petistas respostas idiossincráticas, baseadas em conveniências ideológicas.”
A esquerda no Uruguai, no Chile e até na Colômbia já entendeu que o jogo do chavismo não deveria ser estimulado pelas forças democráticas na América do Sul. O eleitorado nessas nações cobra coerência entre o que se prega internamente e o que se faz na política externa. Há prejuízo para a popularidade dos recalcitrantes.
Para a Folha, isso não tem sido diferente no Brasil. “O remédio para Lula evitar esse desgaste é tratar pelo nome, ditadura, o regime de Nicolás Maduro e trabalhar pela transição pacífica para a democracia no país vizinho”, conclui.
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