RADIO WEB JUAZEIRO : Em 5 anos, Força Aérea intercepta 4 mil aviões suspeitos no espaço aéreo brasileiro



quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Em 5 anos, Força Aérea intercepta 4 mil aviões suspeitos no espaço aéreo brasileiro

Em 90 dessas operações, houve necessidade de disparos de advertência para que os pilotos pousassem ou mudassem suas rotas

Redação Oeste
As aeronaves que representam uma possível ameaça à segurança pública também são interceptadas pela FAB | Foto: Reprodução/Twitter/X/@alexgalante

Aviões e helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram, de janeiro de 2019 a julho de 2024, um total de 4 mil aeronaves que não tinham autorização para voar no espaço aéreo brasileiro.

Além disso, a FAB interceptou aeronaves que representavam uma possível ameaça à segurança pública. Em 90 dessas operações, houve necessidade de disparos de advertência para que os pilotos pousassem ou mudassem suas rotas.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, somente em 2024, a FAB interceptou 207 aviões até o mês de julho — uma média de quase um por dia. A maioria dessas aeronaves suspeitas é utilizada para tráfico de drogas ou sobrevoa áreas proibidas.

FAB interceptou um avião modelo Cessna 172 na fronteira com o Peru

Em 28 de julho, a FAB interceptou um avião modelo Cessna 172 na fronteira com o Peru. Na ocasião, os militares dispararam contra a aeronave suspeita.
Avião interceptado no Amazonas pela FAB | Foto: Reprodução/Twitter/X/@policiafederal

O piloto do Cessna 172 fez um pouso de emergência em Barcelos (AM) e depois incendiou o avião. Os ocupantes da aeronave conseguiram fugir. Nos destroços, a polícia encontrou 95 quilos de pasta-base de cocaína.

O número de interceptações até 3 de julho de 2024 é menor que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando 232 aeronaves foram interceptadas.


O ano de 2021 foi o mais ativo, com 1,1 mil ações de janeiro a dezembro. A Aeronáutica atribui a redução no número de abordagens à eficiência das ações de inteligência realizadas previamente.

“A Força Aérea Brasileira tem utilizado uma ampla gama de meios e informações provenientes de diversos órgãos de segurança pública e fiscalização para identificar e agir contra tráfegos aéreos desconhecidos de maneira preventiva”, afirmou a Aeronáutica, em nota. “Ao focar pontos estratégicos e utilizar esses dados, a FAB vem conseguindo reduzir a necessidade de interceptações.”

A FAB intensificou o monitoramento com aeronaves E-99, que possuem radar na fuselagem. Os procedimentos de interceptação variam conforme o tipo de caça, o alvo e o objetivo da missão.

Regras e consequências das abordagens

Se o piloto da aeronave suspeita ignorar os avisos da FAB, os militares podem disparar — primeiro como forma de aviso. O objetivo é chamar a atenção dos invasores e persuadi-los a obedecer às ordens transmitidas.

Em último caso, o piloto militar pode disparar contra o alvo, considerado hostil. A FAB não informou se os 90 disparos desde 2019 acertaram aeronaves ou foram apenas de advertência.

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