RADIO WEB JUAZEIRO : Vitória de Milei: Congresso da Argentina aprova pacote econômico



sexta-feira, 28 de junho de 2024

Vitória de Milei: Congresso da Argentina aprova pacote econômico

Texto teve modificações, mas governo considera suficiente para fazer reformas no Estado

REDAÇÃO OESTE
Votação na Câmara dos Deputados se encerrou na madrugada desta sexta-feira, 28 | Cámara de Diputados da Argentina

Na madrugada desta sexta-feira, 28, o Congresso da Argentina concedeu ao presidente Javier Milei sua primeira vitória legislativa ao aprovar um pacote econômico para reformas estruturais no país. Após meses de debates, o projeto foi aprovado com modificações em relação à versão original.

A Câmara dos Deputados aceitou as alterações feitas pelo Senado e aprovou a norma com 148 votos a favor e 107 contra. Houve duas abstenções. A versão original do pacote de reformas fiscais, que inclui a restituição do imposto sobre os ganhos dos salários, foi mantida.

“A Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos e a Lei de Medidas Fiscais Paliativas e Relevantes, promovidas pelo Poder Executivo, tiveram uma jornada de seis meses de trabalho legislativo”, informou a Câmara.

Também foi aprovado o projeto de Medidas Fiscais Paliativas e Relevantes, com 144 votos a favor, 108 contrários e três abstenções.

Líder do bloco governista, Gabriel Bornoroni afirmou: “Vamos dar ao governo do presidente Milei as ferramentas para que ele possa reformar o Estado de uma vez por todas”.

O deputado de La Libertad Avanza (partido de Milei), Santiago Santurio, disse que “os índices macroeconómicos têm mostrado que o caminho percorrido é o correto, com o aumento das reservas, a queda acentuada da inflação, a diminuição do risco país: começa a haver uma confiança 
Gabinete de Milei comemora aprovação de pacote econômico

O gabinete de Milei comemorou a aprovação da lei em uma publicação no Twitter/X.

Com a aprovação, o presidente Milei recebe poderes legislativos por um ano, incentivos para grandes investimentos por 30 anos, flexibilização da legislação trabalhista e autorização para privatizar várias empresas públicas.

O deputado peronista Hugo Yasky, aliado do ex-presidente Alberto Fernández e da ex-vice-presidente Cristina Kirchner, criticou a lei, dizendo que permite que capitais estrangeiros “venham e fiquem com o petróleo e o lítio sem trocarem por nada” e transformará o país em “um paraíso fiscal”.

O deputado Oscar Agost Carreño, da oposição, apoiou a iniciativa: “Vamos dar as ferramentas ao governo porque acreditamos que ele deve resolver o que não conseguiram até hoje. Agora as desculpas acabaram”.

Originalmente, o pacote de Milei continha mais de 600 artigos, mas foi reduzido a 238, com exclusão de empresas como Aerolíneas Argentinas e o Correio Argentino da lista de privatizações.

A reforma do sistema previdenciário também foi retirada, mantendo uma moratória para trabalhadores informais. As imediações do Congresso foram cercadas para prevenir protestos, mas não houve manifestações significativas. O Executivo deve promulgar a lei para que entre em vigor, podendo vetá-la total ou parcialmente.

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