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terça-feira, 23 de abril de 2024

Espírito Santo aprova projeto que pune invasores de terras

Proposta visa desincentivar as invasões do MST no Estado

THIAGO VIEIRA
O projeto foi aprovado com apenas três votos contrários | Foto: Lucas S. Costa/Ales

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou, nesta segunda-feira, 22, o Projeto de Lei (PL) 166/2023, que pune invasores de terras no Estado. A proposta visa desincentivar as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O projeto foi aprovado em sessão extraordinária na tarde desta segunda-feira. Apenas três deputados votaram contrários à proposta — a Ales possuiu 30 deputados. Contudo, não foi divulgado o placar oficial com o número de parlamentares presentes.

De autoria do deputado Lucas Polese (PL), o projeto cria punições para invasores de propriedades rurais e urbanas particulares do Espírito Santo. A lei vai punir “todo aquele que invade propriedades (…), com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante concurso de mais de duas pessoas, para o fim de esbulho possessório”.

De acordo com o projeto, os invasores de terras no ES ficam impedidos de:realizar cadastro para recebimento de auxílios, benefícios e programas sociais do governo estadual;
participar de concursos públicos estaduais;
contratar com o poder público estadual, ou seja, participar de licitações; e ser nomeado para cargos públicos comissionados.

“Caso o invasor seja beneficiário de auxílios, benefícios e programas sociais do governo estadual, tenha contratos com o poder público estadual, tenha cargo público efetivo ou comissionado, será desvinculado compulsoriamente, respeitados o contraditório e a ampla defesa”, determina o projeto de lei.
MST realiza invasões no Espírito Santo

O MST invadiu uma fazenda às margens da rodovia ES-381, em São Mateus, norte do Espírito Santo, na última quarta-feira, 17. Cerca de 200 famílias invadiram o local.

O movimento informou que a região invadida, conhecida como Fazenda Coqueirinho, tem 294 hectares, disso, cerca de 28 hectares são de parte devoluta e já foi sede de uma antiga fábrica de farinha de mandioca.

As ações ocorrem em meio ao “Abril Vermelho”, período em que o grupo intensifica os ataques a propriedades privadas. 

De acordo com o balanço, foram cinco novos acampamentos a partir de 70 ações diversas. O MST afetou 18 Estados e o Distrito Federal.

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