Ex-deputado federal vai ter de pagar R$ 75 mil ao petista
CRISTYAN COSTA

'A decisão do STF que manteve minha condenação contra o parecer da PGR é mais um claro afago da cúpula do Judiciário a Lula', disse o ex-deputado | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR) se manifestou, nesta segunda-feira, 22, depois de a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitar um recurso dele contra a indenização de R$ 75 mil a Lula, no caso do PowerPoint.
“A decisão do STF que manteve minha condenação contra o parecer da Procuradoria-Geral da República é mais um claro afago da cúpula do Poder Judiciário a Lula”, disse Dallagnol, em nota obtida por Oeste. “A decisão é ‘incrível’ porque contraria regra de obediência obrigatória estabelecida pelo próprio tribunal.”
Ainda de acordo com Dallagnol, “o STF livra os corruptos e penaliza a Lava Jato”. “Lula foi isentado de devolver o dinheiro que roubou, segundo três condenações anuladas pelo STF, enquanto eu que combati a corrupção vou pagar por isso”, observou Dallagnol.
Conforme Dallagnol, no passado, o STF entendeu que “a ação por danos causados por agente público deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado, prestadora de serviço público, sendo parte ilegítima o autor do ato, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.
Caso de Deltan Dallagnol que envolve o PowerPoint e Lula
Em março deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou Dallagnol a indenizar Lula em R$ 75 mil, por causa do PowerPoint. Quando era procurador da Lava Jato, Dallagnol fez uma exposição em slides, em 2016, na qual apresentou uma denúncia contra o petista.
Durante a apresentação sobre o caso envolvendo o triplex do Guarujá, o nome de Lula aparecia no centro da tela, cercado por 14 expressões como “Petrolão” e “perpetuação criminosa no poder”.
Após ser solto, Lula processou Dallagnol e o acusou de agir de “forma abusiva e ilegal”, pois a acusação configurou “julgamento antecipado”.
Com a derrota no STJ, Dallagnol recorreu, mas Cármen argumentou que o entendimento da Corte estava devidamente fundamentado e que não cabe ao STF reexaminar provas.

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