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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Ucranianas são presas tentando sair do Brasil com ovos de aves em extinção

Organização criminosa tinha arara-azul-de-lear como alvo

EVELLYN LIMA
A PF desarticulou uma organização criminosa que traficava ovos de araras-azuis-de-lear | Foto: Divulgação/Polícia Federal

Duas ucranianas foram presas pela Polícia Federal (PF) com ovos de aves em extinção em Minas Gerais, na última sexta-feira, 2. A PF desarticulou uma organização criminosa que traficava ovos de araras-azuis-de-lear, que seriam vendidos no mercado ilegal na Europa e Ásia.

As ucranianas foram presas na cidade de Governador Valadares, no quilômetro 409 na BR-116. Elas estavam a caminho do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, de onde embarcariam para a Europa.

A operação da Polícia Federal teve apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia e também da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ucranianas devem responder por tráfico ilegal de animais e contrabando
A arara-azul-de-lear é endêmica do Raso da Catarina, ecorregião da parte centro-leste do bioma caatinga, na Bahia | Foto: Wikimedia Commons/Flickr/Joao Quental

“Os ovos da espécie, reconhecidamente ameaçada de extinção, eram apanhados no interior da Bahia, em área de unidade de conservação federal, com ajuda de moradores locais”, disse a Polícia Federal em nota.

Segundo a PF, os investigadores receberam informações de que as estrangeiras estavam na região endêmica da espécie. Eles passaram a monitorar o deslocamento das criminosas até sua prisão.

Na abordagem, agentes da PRF identificaram uma estufa dentro de uma bolsa no carro das duas mulheres. Dentro dela, encontraram seis ovos de araras-azuis-de-lear, mantidos intactos.

Os agentes da PRF identificaram uma estufa dentro de uma bolsa no carro das duas mulheres, com seis ovos de araras-azuis-de-lear, mantidos intactos | Foto: Dviulgação/Polícia Federal

Presas em flagrante, as ucranianas foram encaminhadas à Polícia Judiciária Federal. Uma delas conseguiu quebrar cinco dos seis ovos que carregavam no trajeto, segundo a PRF declarou à CNN Brasil. Segundo a Polícia Federal, as mulheres devem responder por tráfico ilegal de animais e contrabando.

A arara-azul-de-lear é endêmica do Raso da Catarina, ecorregião da parte centro-leste do bioma caatinga, na Bahia. A espécie está ameaçada pelo tráfico de animais e por causa da destruição de seu habitat, e possui uma população pequena, de cerca de 2.270 indivíduos.

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