Mais de 100 profissionais ficaram de fora da entrevista, realizada no encontro do G20
REDAÇÃO OESTE
Em termos de liberdade de imprensa, a Rússia aparece na posição 164º no ranking de 2023 da organização Repórteres Sem Fronteiras | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilA delegação da Rússia barrou o acesso de profissionais da imprensa brasileira e de outros países a uma entrevista coletiva com o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. A coletiva ocorreu durante a reunião de chanceleres do G-20, no Rio de Janeiro.
Lavrov é um homem de confiança do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ele autorizou somente o ingresso de jornalistas russos à coletiva. Mais de cem jornalistas, fotógrafos e cineastas se juntaram para participar da entrevista de Lavrov, mas ficaram de fora.
Rússia e a falta de liberdade de imprensa
Em termos de liberdade de imprensa, a Rússia aparece na posição 164º no ranking de 2023 da organização Repórteres Sem Fronteiras. A entidade monitora a liberdade do exercício de imprensa e do acesso à informação em 180 países e territórios.
A Rússia caiu nove posições em relação a 2022, quando invadiu a Ucrânia. De acordo com a organização, 29 jornalistas e colaboradores da imprensa estão presos em solo russo.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, um diplomata russo desconversou ao explicar que não poderia autorizar o acesso e a participação de brasileiros. Os jornalistas russos escolhidos já aguardavam a coletiva.
Durante a visita de Putin a Brasília, em 2019, para a cúpula do Brics, o governo russo também evitou contatos com a imprensa brasileira. Putin falou somente a jornalistas que o acompanhavam desde Moscou.
Chanceler da Rússia ignorou a morte de Alexei Navalny
O líder da oposição russa Alexei Navalny caminhava durante um comício da oposição em Moscou, Rússia, em 27 de outubro de 2013 | Foto: Montagem Revista Oeste/Maxim Shemetov/ReutersNa plenária de chanceleres, Lavrov ignorou a morte do principal opositor de Putin, Alexei Navalny, e disse que o G-20 não vai ajudar a solucionar os confrontos.
O país é cobrado internacionalmente a explicar a morte de Navalny, em circunstâncias não esclarecidas. O caso ressoou em todo o mundo, e os embaixadores russos têm sido chamados a prestar esclarecimentos em capitais europeias.
De acordo com o jornal, o chanceler britânico, David Cameron, cobrou a Rússia e rebateu a tese de “desnazificação”, uma das usadas pelo Kremlin para justificar a invasão do país vizinho. “Matar Navalny é o que um regime nazista faria”, disse Cameron, segundo embaixadores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.