RADIO WEB JUAZEIRO : PCC domina transporte público de Campinas, afirma Ministério Público de SP



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

PCC domina transporte público de Campinas, afirma Ministério Público de SP

rovas foram encontradas em celulares de traficante

REDAÇÃO OESTE
Traficante participava das reuniões com permissionários da Prefeitura de Campinas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), encontrou provas do domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC) sobre o transporte público de Campinas, terceira maior cidade do Estado.

O Ministério Público chegou às informações por meio dos telefones celulares de Claudemir Antonio Bernardino da Silva, o Guinho. Condenado a 21 anos anos de prisão por tráfico de drogas, ele é sobrinho de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, líder do PCC.

Os aparelhos foram apreendidos durante as apurações da Operação Sumidouro, do Gaeco com a Polícia Militar. Deflagrada em julho de 2023, a ação investiga organização criminosa de tráfico de drogas que atua em Campinas, Paulínia, Valinhos, Hortolândia, Itatiba e Presidente Prudente.
Conteúdo das mensagens

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o material encontrado nos telefones guardava arquivos que ligam a quadrilha ao sistema de transporte da cidade de Campinas.

Pelas mensagens, os promotores descobriram que Guinho participava das reuniões com os permissionários da prefeitura e captava os lucros obtidos com os ônibus. Ele também era o responsável pela manutenção da frota.
  Celulares continham provas do esquema do PCC no sistema de transporte de Campinas | Foto: Reprodução/Ministério Público

Boa parte desse sistema é tocada por perueiros ligados à Altercamp, cooperativa do transporte público alternativo. Segundo os promotores à frente do caso, fiscais do sistema de transportes recebiam mensalmente uma propina do traficante.

A Altercamp garante que apenas presta serviços a proprietários de veículos. Já a prefeitura afirma, por meio da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que realizou uma sindicância e não encontrou irregularidades, mas apoia as investigações do MPSP.
O que diz o MPSP

Trecho do relatório do Ministério Público afirma que “Guinho explora, de maneira clandestina, mediante uso do nome de cooperados formais, o transporte público urbano de Campinas”.

Claudemir Antonio Bernardino da Silva, o Guinho, foi condenado a 21 anos anos de prisão por tráfico de drogas | Foto: Reprodução/ Ministério Público

O MP diz que Guinho possuía três prefixos, cada um com dois veículos coletivos em operação, da cooperativa Altercamp, contratada pela Municipalidade de Campinas como prestadora do serviço público”. A administração nega qualquer contato com a cooperativa.

Com mais de 1 milhão de habitantes, Campinas é o centro de uma região que abriga um dos maiores complexos prisionais de São Paulo, dominado pelo PCC.

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