Pastores que assinaram a nota dizem que lamentam profundamente que a declaração do petista ‘envergonhe o Brasil diante das nações do mundo’
UILIAM GRIZAFIS
A nota de repúdio ainda diz que os pastores ‘não são a favor de guerra nem de morte de inocente’, mas ‘até agora não há prova de que Israel cometeu genocídio’; Silas Malafaia é um dos signatários | Foto: Marcos Corrêa/Agência BrasilO Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) publicou uma nota nesta segunda-feira, 19, que repudia “a fala inconsequente” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista comparou no último domingo, 18, a contraofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto promovido por Adolf Hitler, na Alemanha nazista, quando 6 milhões de judeus foram assassinados.
A nota foi assinada por oito pastores evangélicos que integram o Cimeb:
Silas Malafaia;
César Augusto;
Estevam Hernandes;
Renê Terra Nova;
Aber Huber;
Victor Hugo;
Galdino Junior; e
Luiz Hermínio.
“Nunca na história das nações democráticas vimos um presidente ou primeiro-ministro declarar tal absurdo, ao comparar o massacre cruel de mais de 6 milhões de judeus inocentes com qualquer guerra no mundo”, diz trecho da nota. “O que não podemos perder em mente é que Israel é uma nação soberana, que tem direito a autodefesa, segundo as leis internacionais, por ter sido atacada em seu território pelo grupo de terroristas do Hamas.”
A nota de repúdio ainda afirma que os pastores “não são a favor de guerra nem de morte de inocente”, mas “até agora não há prova de que Israel cometeu genocídio”.
Por fim, os pastores dizem que lamentam profundamente que a fala do presidente Lula “envergonhe o Brasil diante das nações do mundo”.
Lula comparou a contraofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante coletiva de imprensa em Addis Abeba, capital da Etiópia — 18/2/2024 | Foto: Ricardo Stuckert/Agência BrasilLula comparou a contraofensiva de Israel na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus promovido pelo regime nazista. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na Etiópia.
“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico”, comentou o petista. “Aliás, existiu, quando Hitler resolveu matar os judeus.”
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