RADIO WEB JUAZEIRO : Estadão e Folha destacam o fracasso de Lula com os ianomâmis



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Estadão e Folha destacam o fracasso de Lula com os ianomâmis

Jornais se basearam em notícia exclusiva de Oeste, que denunciou o aumento de mortes de indígenas no atual governo

REDAÇÃO OESTE
De janeiro a novembro de 2023, 162 crianças ianomâmis de zero a 4 anos morreram | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo Lula (PT) fracassou na tentativa de salvar os ianomâmis da emergência sanitária. A afirmação é do jornal O Estado de S. Paulo, que na edição desta sexta-feira, 23, destaca o aumento do número de mortes nas Terras Indígenas Yanomami durante a gestão do atual presidente. O assunto também foi abordado pelo editorial da Folha de São Paulo de hoje, que acusou: É Lula quem responde por ianomâmis agora.

Em seu editorial, intitulado Fracasso na terra yanomami, o Estadão afirma que não há qualquer indício de que os erros cometidos até aqui estejam sendo corrigidos de fato.

O Ministério da Saúde registrou 363 mortes de indígenas ianomâmis em 2023, quantidade de óbitos superior ao número oficial do ano anterior, quando foram apontadas 343 mortes, conforme destacou Oeste com exclusividade.

`Não há justificativa aceitável´

O Estadão afirma que gestão de Lula tenta jogar a culpa para o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas ressalta que não há justificativa aceitável para que a crise humanitária que atinge a comunidade tenha crescido, e não diminuído, um ano depois das ações governamentais naquele território, entre os Estados de Roraima e Amazonas, e no sul da Venezuela.

Em janeiro de 2023, depois de tomar posse como presidente, Lula da Silva se deparou com aquilo que já era a realidade da região amazônica havia uma década: desassistência sanitária, malária, pneumonia, desnutrição severa, doenças sexualmente transmissíveis e mortes.

À época, foi decretada emergência em saúde pública e montou-se uma força-tarefa envolvendo seis ministérios, as Forças Armadas e a Polícia Federal, além de órgãos como a Funai, o Ibama e a Secretaria Especial de Saúde Indígena.

“Seguindo o DNA palanqueiro do lulopetismo, o presidente não hesitou em apontar culpados externos do passado e fazer promessas de redenção para o futuro próximo”, frisou o editorial. “O tamanho da tragédia em curso, porém, não aceita a conjugação entre oportunismo político e soberba”, completou.

Para o jornal, os erros de Lula foram, na realidadem, resultados de má coordenação das ações e de estudo logístico eficiente para a distribuição de cestas básicas, por exemplo.

O resultado se vê nos números e na tentativa de transferência de culpa e responsabilidade.

“A conta tem sido paga com a vida dos indígenas, tratados como cidadãos de segunda classe”, afirmou o texto, lembrando que, ironicamente, a expressão yanõmami thëpë, significa “seres humanos”.
O que diz a Folha de São Paulo

Os dados recém-noticiados, diz a Folha, põem em xeque a efetividade das medidas adotadas.

“A cifra macabra de 363 mortes, que ultrapassa as de 2022 (343), e de anos anteriores sob Jair Bolsonaro (PL), veio à tona após uma reportagem da revista Oeste, que se valeu da Lei de Acesso à Informação (LAI)”, observou o jornal.

Para a Folha, os retrocessos que ora se constatam (como desnutrição e doenças como malária) são evidências de que o planejamento do combate ao garimpo e da atenção de saúde, ali, carece de coordenação e sustentação.

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