3 pessoas morreram no acidente e outras 10 ficaram feridas
REDAÇÃO OESTE
Roseli da Silva Santos, Emily Raiane de Lara e Agner Cauã Coutinho dos Santos morreram no acidente | Foto: Divulgação/Redes sociaisA Polícia Civil do Paraná investiga a morte de três pessoas que foram eletrocutadas em uma piscina de uma chácara, no último domingo, 4. O local funcionava como parque aquático, mas não tinha alvará de funcionamento. O incidente ocorreu em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
Os três mortos pertenciam à mesma família. Eles estavam em uma piscina que foi atingida por um fio de energia elétrica. Morreram Roseli da Silva Santos, de 41 anos, mãe de Emily Raiane de Lara, de 23 anos, que estava grávida; e de Agner Cauã Coutinho dos Santos, de 17 anos. Além disso, dez pessoas ficaram feridas.
Entenda o caso
De acordo com testemunhas, cerca de 40 pessoas alugaram uma chácara com piscinas e quiosques para passar o domingo. A investigação concluiu que o acidente aconteceu quando um cabo da rede elétrica foi atingido por um galho, rompeu e caiu na água, onde o grupo nadava.
Testemunhas disseram que não chovia no momento do acidente, mas ventava forte. Eles acionaram o Corpo de Bombeiros, mas os agentes demoraram para encontrar o local por causa da falta de sinal de operadora de celular.
As vítimas foram levadas por pessoas que estavam na chácara e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Branco do Sul.
O Corpo de Bombeiros transferiu as vítimas em estado grave para o hospital. Ao todo, 13 pessoas foram resgatadas, três morreram e dez ficaram feridas. As vítimas foram:
Um menino de 7 anos;
Um adolescente de 12 anos;
Uma adolescente de 12 anos;
Um adolescente de 14 anos;
Uma adolescente de 17 anos;
Um homem de 27 anos;
Um homem de 25 anos;
Uma adolescente de 17 anos;
Um homem de 32 anos; e
Uma mulher de 34 anos.
A chácara com piscina estava regular?
O local estava funcionando como um parque aquático sem alvará de funcionamento | Foto: Reprodução/RPC/TV GloboDe acordo com a Polícia Civil, a chácara estava registrada como piscineiro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de microempreendedor individual (MEI). Dessa forma, não é necessário alvará de funcionamento pela prefeitura.
O delegado Gabriel Fontana, responsável pelo caso, disse que o local funcionava há cerca de cinco anos, mas só foi formalizado por meio do MEI em outubro de 2023. A investigação acredita que o local funcionava como parque aquático desde novembro.
Para o funcionamento como parque era necessário diversas licenças, como a aprovação de projeto arquitetônico, o alvará de execução, o alvará de funcionamento com análises ambientais e a localização, a licença sanitária e o projeto de prevenção e combate a incêndio.
A Prefeitura de Rio Branco do Sul informou à emissora RIC, afiliada da Record em Curitiba, que o local funcionava de forma irregular.
O que diz o proprietário do local?
O proprietário do local, Elmo Agostinho, disse à emissora RIC, afiliada da Globo no Paraná, que o cabo de energia estava “emendado” e já havia arrebentado outra vez. Ele contou que a manutenção foi realizada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). A empresa é responsável pela geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Estado.
Ele ainda disse que solicitou à companhia a mudança da rede para outro local, para não passar por cima da chácara.
Por meio de nota, a Copel lamentou o acidente e confirmou que o rompimento da rede foi causado pela queda de galho. A companhia ainda informou que não faz a gestão da fiação que caiu por estar dentro de uma propriedade privada.
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