Deputada é julgada por porte ilegal de arma e constrangimento depois de perseguir homem munida de pistola em 2022
REDAÇÃO OESTE
O STF formou maioria para manter a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) como ré no processo que ela responde por perseguir um homem munida de uma pistola no ano passado | Foto: Michel Jesus/Câmara dos DeputadosOs ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram maioria, nesta quinta-feira, 23, para manter a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) como ré no processo que ela responde por perseguir um homem munida de uma pistola no ano passado.
O julgamento tramita em plenário virtual, modalidade na qual os ministros da Corte inserem os votos no sistema eletrônico. Não há sessões para debate.
Em agosto, o STF abriu uma ação penal contra a deputada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, depois de uma denúncia do da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo episódio ocorrido em outubro de 2022, na véspera do segundo turno.
O caso de Carla Zambelli
Na ocasião, Carla discutiu com um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em um bairro nobre de São Paulo. Ela acabou perseguindo o homem com arma de punho.
A defesa da parlamentar recorreu contra a ação afirmando que, por ela ter porte de arma, não configurou atitude criminosa. O julgamento do recurso teve início na sexta 17.

Em outubro de 2022, Carla Zambelli discutiu com um apoiador do então candidato Lula, em um bairro nobre de São Paulo. Ela acabou perseguindo o homem com arma de punho | Foto: Lula Marques/EBC
Votação no STF
O relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, votou contra o recurso e a favor de manter Zambelli como ré. “a decisão de admissão da denúncia explicitou compreensão conforme a qual a existência do porte, nas circunstâncias fáticas narradas pela incoativa, pode não afastar a existência do delito”.
Gilmar foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Dias Toffoli.
Os demais magistrados do Supremo têm até esta sexta-feira, 24, para votar. Porém, com seis votos contrários ao recurso e restando os votos de cinco ministros, a Corte já garantiu a maioria para manter a deputada como ré no caso.
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