Rússia vive aumento da repressão à livre expressão desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022
REDAÇÃO OESTE
O governo da Rússia prepara uma nova lei para obrigar estrangeiros que entrarem no país a se comprometerem a não criticar políticas de Estado, incluindo a guerra contra a Ucrânia | Foto: KremlinO governo de Vladimir Putin prepara uma nova lei que pode obrigar estrangeiros que entrarem na Rússia a assinar um “acordo de lealdade”, no qual terão que se comprometer a não criticar políticas de Estado, incluindo a guerra contra a Ucrânia.
A agência estatal russa Tass divulgou nesta quarta-feira, 29, que o Ministério do Interior russo criou um projeto de lei que prevê a introdução do documento no sistema migratório.
As proibições de Putin
Segundo o texto, “um estrangeiro seria impedido de atrapalhar o trabalho das autoridades públicas russas e desacreditar as políticas internas ou externas do país e as autoridades públicas ou funcionários do governo”.
O projeto de lei vai proibir os estrangeiros de divulgar informações sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo e minorias sexuais com o intuito de “respeitar os valores familiares tradicionais” da Rússia.
Os estrangeiros também serão impedidos de “distorcer a verdade histórica” em relação a assuntos que envolvem a extinta União Soviética.
Segundo o projeto de lei do governo de Putin, os estrangeiros na Rússia não poderão criticar até a extinta União Soviética | Foto: KremlinMaior repressão
Desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia vem enfrentando uma crescente repressão à livre expressão. O regime de Vladimir Putin decretou leis rigorosas que proíbem que os cidadãos critiquem o exército, sob o risco de serem condenados a longas sentenças de prisão.
Centenas de ativistas, jornalistas e manifestantes que protestaram contra a guerra foram acusados pelo governo russo de violar a lei.
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