Da mesma forma, Lula indica procurador-geral da República sem seleção de três nomes
REDAÇÃO OESTE

O PT criticou Bolsonaro em 2019 por escolher PGR sem lista tríplice, mas Lula indicou Paulo Gonet para o cargo também ignorando relação | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu Paulo Gonet para ser o novo procurador-geral da República. Na indicação, Lula ignorou a lista tríplice feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
Curiosamente, em 2019, o PT criticou o então presidente Jair Bolsonaro por ter indicado Augusto Aras para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), sem tomar conhecimento da relação de três nomes preparada pela categoria, da mesma forma que Lula fez.
À época, Bolsonaro foi classificado por membros da legenda de “despreparado”, como lembrou o jornalista Lauro Jardim, em coluna no jornal O Globo.
“O caso é mais um exemplo do despreparo de Bolsonaro para o cargo que ocupa, envergonhando uma posição que durante 16 anos foi preenchida de maneira brilhante”, criticou o PT na ocasião.
PT ignora comparação
O partido também afirmou que “durante seus governos, Lula e Dilma sempre respeitaram a lista tríplice da ANPR e, na maioria das vezes, escolheram o mais votado pelos procuradores”.
Até o momento, o PT e sua presidente, Gleisi Hoffmann, não publicaram nada nas redes sociais para chamar Lula de “despreparado” por ter repetido o padrão de Bolsonaro, como destacou Lauro Jardim.
“Não postaram e nem postarão. Nestas horas, é melhor sair de fininho do centro do palco”, concluiu.
Paulo Gonet foi escolhido para a PGR depois de dois meses do fim do mandato de Augusto Aras | Foto: M. Camargo e A. Cruz/Agência BrasilGonet
A indicação de Paulo Gonet para a PGR foi anunciada nesta segunda-feira, 27. Ele foi indicado depois de dois meses do fim do mandato de Augusto Aras.
Desde o fim de setembro, o cargo estava ocupado de forma interina por Elizeta Ramos.
Doutor em Direito Constitucional pela Universidade de Brasília, Gonet era procurador-geral eleitoral interino desde setembro. Antes, em julho de 2021 a setembro deste ano, atuou com vice-procurador-geral eleitoral.
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