Agentes também cumprem 10 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal
ANDERSON SCARDOELLI

Ação da PF visa identificar quem financiou as manifestações de 8 de janeiro | Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) deflagra na manhã desta terça-feira, 21, a 20ª fase da Operação Lesa Pátria. Ao todo, agentes cumprem dois mandados de prisões preventivas e dez mandados de busca e apreensão.
A ação de hoje ocorre em cinco municípios espalhados pela Paraíba e por Mato Grosso. No território paraibano, o trabalho ocorre na capital João Pessoa e em duas cidades de sua região metropolitana: Bayeux e Cabedelo. Cáceres e Mirassol do Oeste, no Estado mato-grossense, completam a lista.
Tanto os dois mandados de prisões preventivas quanto os dez de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Assim como nas 19 fases anteriores da Lesa Pátria, a de agora busca identificar quem incitou, participou e financiou os protestos do 8 de janeiro. Na data em questão, manifestantes invadiram a sede do STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
Em nota, a PF, que não revelou oficialmente os nomes dos alvos da operação desta terça-feira, afirma que as manifestações realizadas em Brasília no início do ano foram responsáveis por “promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas Instituições”.
Novamente, a PF afirma que os investigados da Lesa Pátria correm o risco de responder por sete diferentes crimes:abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado;
associação criminosa;
incitação ao crime;
destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido; e
crimes da lei de terrorismo.
Além disso, a equipe de comunicação da PF reforçou, mais uma vez, que a Lesa Pátria ocorre de forma permanente, “com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.”
Polícia Federal, Lesa Pátria e morte de preso do 8 de janeiro
PGR emitiu parecer favorável à soltura de Clezão | Foto: Reprodução/Redes sociaisA 20ª da Operação Lesa Pátria, sob comando da Polícia Federal, ocorre um dia depois da morte de um dos presos do 8 de janeiro. Cleriston da Cunha, o Clezão, morreu depois de sofrer um “mal súbito” no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Ele tinha 43 anos e sofria de diabetes e hipertensão.
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